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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Ter | 31.08.10

Don't stop dreaming - Capítulo #25

Olá meninas, mais uma vez obrigada por tudo! Podem seguir a fic e recomendá-la? Beijinhos

 

Capítulo #25

 

Aquele barulho familiar, da porta a ser destrancada, invadiu a minha casa. Só eu, os meus pais e a vizinha do lado, Mrs.Louise, tinhamos a chave.Mrs.Louise tinha-a apenas por uma prevenção, por isso só podiam ser os meus pais. Mas eles não vinham hoje, hoje o Richard tinha consulta e eles não iam abandonar, para além do mais hoje o Richard também fazia dezoito anos. Deixei-me estar de olhos abertos na cama, o meu coração batia agora num ritmo desenfreado. Ouvi o barulho das malas a arrastarem-se até ao hall de entrada. Eram eles, não podia negar. Sou uma adolescente, que faz dezoito anos, que se sente só e que precisa dos pais, apesar de tudo eu amo os meus pais e apesar de todas as discussões eu estava com saudades deles. Ao ouvir a voz familiar da minha mãe a dizer para o meu pai afastar as malas, levantei-me a correr, abri a porta e desci as escadas num passo apressado, saltando alguns degraus. E lá estavam eles, a minha mãe a recolher as malas para o hall e o meu pai que deve ter ouvido o alarido que fiz ao descer ao seu encontro a olhar na minha direcção.

Anne: PAI, - gritei e lancei-me nos seus braços apertando-o contra mim, para sentir o seu cheiro que por vezes me fazia falta.

Pai de Anne: Anne, que saudades minha querida. - agora era ele que me apertava contra o seu peito . - Parabéns.

Anne: Obrigada, tive tantas saudades tuas. - agora já me tinha separado dos seus braços e olhei para a minha mãe que se encontrava ao lado do meu pai. - Olá mãe.

Mãe de Anne: Olá querida, - abraçou-me e deu-me um beijo na face, - Parabéns querida.

A relação que eu mantinha com o meu pai era totalmente diferente da que eu nutria com a minha mãe, talvez pelo facto de o meu pai nunca me ter culpado do que tinha acontecido, talvez pelas suas demonstrações de carinho constantes.

Anne: Obrigada, mas porque é que vieram hoje? , - aquela pergunta não me saía da cabeça - Tinham dito que não passavam o meu aniversário comigo, que passavam o aniversário com o ... - fiz uma pequena pausa - com o Richard.

 

Arrependi-me de ter feito aquela afirmação, pois quando acabei de proferir o nome dele, vi um vulto a aproximar-se da porta. A cada passo que ele dava, conseguia ver como era. Era um rapaz, alto, cabelo castanho, que se dirigia com um par de canadianas a acompanhá-lo. Ao vê-lo subir as escadas de acesso há porta da casa, vi os seus olhos, vi uns olhos iguais ao que o espelho reflectia quando eu o olhava. Nesse momento o mundo desabou, os segundos pareceram minutos, os minutos transformaram-se em horas, as horas em dias e os dias em séculos que teimam em passar. Se o mundo tinha desabado, eu tinha sido a primeira pessoa a senti-lo abalar. Os olhos falam por si, o vulto que antes não distinguia lá fora, era ele, era Richard.

Não sei quanto tempo estive especada, junto ao corrimão das escadas a olhar para ele. Os seus olhos paravam nos meus, deixei-me cair no último degrau. Senti a mão pesada do meu pai junto ao meu ombro, e vi a minha mãe a desviar as malas para que Richard entrasse em casa. A porta fechou-se mal ele entrou, não havia volta a dar, era ele que estava ali. Mas porque? Vinha arruinar a minha vida uma vez mais.

A minha mãe tomou a palavra, alguém tinha de o fazer para quebrar aquele ambiente.


Mãe de Anne: Anne, o teu irmão vem passar as férias connosco. - aquelas palavras acabaram com a réstia de esperança que alimentava dentro de mim, estava a começar a mentalizar-me que aquilo era sonho, quando ela proferiu aquelas palavras.

Pai de Anne: Está na altura de vocês se entenderem, afinal são irmãos e já passaram tempo de mais separados.

Anne: Uau , -disse já com as lágrimas a percorrerem a minha face, - ele vêm, no dia dos anos como um cordeirinho arrependido de tudo o que fez, e fica tudo bem. Recuamos treze anos, TREZE ANOS, e fica tudo bem. Vocês querem dar comigo em doida ou fazer de mim estúpida?

Não aguentei ficar ali a olhar para ele, para o meu pai e para a minha mãe. Mas de quem tinha sido a ideia? Os meus pais devem gostar de ver a filha sofrer. Eu queria controlar as lágrimas, queria fazer-me forte para que Richard não soubesse o que eu tinha passado nestes treze anos. Nestes treze anos sem ele, sem o meu irmão.

Corri e subi as escadas, ao chegar ao último degrau ouvi alguém a chamar-me.

 

Anne, espera


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