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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Sex | 03.06.11

One-Shot - Menta! Parte #3

Olá leitores. Muito obrigada por todos os comentários que tenho recebido (tenho cerca de 46 comentários para aceitar/responder), e já passei os 3000 comentários antes disso. Eu sei, tenho uma plaquinha em atraso mas logo quando tiver tempo será feita. Vou dar-vos uma má notícia, ou talvez não: neste fim-de-semana vou para casa da melhor amiga, acabar um trabalho e só volto domingo pela tarde. Já perceberam? Não vai haver, posts nem capítulos durantes estes dias. 

Por isso, para vos compensar deixo aqui a terceira e última parte da One-shot. Espero que esteja do vosso agrado.

 

 

 

A minha melhor amiga abraça o rapaz que desceu as escadas comigo, o teu melhor amigo. Eles são primos. Ao verem-te cruzam olhares, e afastam-se de mim. Afastam-se de ti. Afastam-se de nós. Deixam-nos sozinhos. E agora? Colocas as mãos nos bolsos das calças claras que trazes. Das dois passos e vens a meu encontro pois, eu parei no momento em que te vi. Sorris-me. Sorrio-te, o que é isto? Oiço a tua voz… perguntas-me se se encontra tudo bem comigo. Com voz trémula respondo-te afirmativamente e arrisco-me a perguntar-te o mesmo. Sorris-me mais uma vez, dizes que tudo melhorou agora. Perguntas-me se já almocei, respondo-te negativamente. Surge o convite de almoçar a teu lado, dizes que ouviste falar muito de mim pelo teu melhor amigo. Deixas-me acanhada mas, consigo aceitar o teu convite. O almoço decorre da melhor maneira, falamos sobre tudo, sobre todos. Sorris-me umas cem vezes, imito-te de todas as vezes que o fazes.
No fim do almoço, pedes que te acompanhe. Dirigimo-nos ao corredor onde se encontram os cacifos. As luzes estão apagadas, apenas se distingue o azul dos compartimentos fechados, por causa da janela mais distante que se encontra aberta. Continuamos a conversa, sobre tudo, sobre nada. Abres o cacifo, retiras um casaco preto de cabedal. O casaco que eu adoro ver em ti. Quando o retiras e o colocas no teu corpo, o teu perfume tem um único sentido. Invade as minhas narinas, penetra-me da melhor forma. Fecho os olhos. Como é fresco, como me transmite calma, como me deixa feliz. Abro os olhos, neste momento encontras-te perto. Não direi demasiado, pois não me incomoda. Mas estás suficientemente perto, para que o meu corpo se arrepie dos pés a cabeça. O teu cheiro invade mais intensamente o meu olfacto. Com medo de tropeçar, encosto-me ao cacifo ao lado do teu. Aproximas-te mais de mim. Como? Dás mais um passo na minha direcção. Com a tua mão direita empurras a porta do teu cacifo que ainda se encontrava aberta. Deixas que o teu braço faça força sobre a mesma. Os meus olhos assistem a este momento. Paro de raciocinar. A tua mão esquerda barra-me o caminho, colocas o teu braço a fazer pressão sobre a outra porta do cacifo que se encontra a meu lado. Nesse momento, encurralas-me. Dos meus lados tenho os teus braços, barrando-me o caminho. Á minha frente … tenho-te a ti. Inclinas o teu rosto. Estás tão próximo de mim. A tua respiração embate na minha face. Os teus olhos, esses encontram-se fixos num ponto: os meus lábios. Pedes-me que não fuja, digo-te que não posso que me encontro … Não me deixes acabar a frase. Os teus lábios calam-me. A minha boca dá permissão à tua. O que começa a ser um beijo calmo, torna-se um desespero. As nossas línguas começam uma dança, ora ritmada, ora descompassada. As tuas mãos, à muito que abandonaram as portas frias dos cacifos. Uma encontra-se na minha cintura, puxando-me mais para ti. A outra percorre a minha face de uma forma carinhosa. Liberto-me. Deixo que a loucura me tome. Coloco uma mão no teu pescoço, outra sobre a tua barriga. Sinto os teus abdominais. Descontrolo-me. Nesse momento, quebras. Tal como eu, estás ofegante. Não desencontras a tua testa da minha, permaneço de olhos fechados. Deixa-mos que a nossa respiração volte ao normal. Abro os olhos. Vejo o que queria, um sorriso da tua parte. Sorrio também. Tenho vontade e necessito dos teus lábios novamente. Lês-me os pensamentos. Voltas a beijar-me, desta vez sem pressas. Prendo o teu lábio inferior com cuidado. Abafas um sorriso. Soltas-te das minhas amarras. Percorres a linha do meu pescoço com suaves beijos. No fim, deixas uma camada de saliva. Encontras de novo a minha boca. Mais um beijo. Agora, sou eu que te beijo o pescoço. Prendo-te mais a mim. As tuas mãos viajam para o fundo das minhas costas onde se cruzam. As minhas agarram o teu pescoço. Mais uma troca de saliva. A minha mão vai aos teus cabelos. Puxo-te mais para mim. Não quero que acabe. Estás disposto a cumprir os meus desejos. Tenho de respirar… Interrompo o momento. Não te dás por satisfeito e beijas o meu pescoço. Sobes o teu rosto até que os teus lábios suspirem aos meus ouvidos: “Não me fujas agora. Deixa isto fluir. Pode dar certo. Vai dar certo.” Nunca te fugiria. Se vai dar certo? Eu quero que dê, tu pareces querer o mesmo. É a minha vez de sussurrar: “Nunca te fugiria.” Aconchegamo-nos um no outro, no chão do corredor. O meu rosto, está sobre o teu peito. As tuas mãos percorrem o meu cabelo. Necessito de mais um beijo teu. Encaro-te. Sorris-me. Deixo que sejas tu a procurar-me, acontece. Novamente sinto o teu sabor a misturar-se com o meu. Não tenho dúvidas, apenas certezas. Vai dar certo. A cada beijo, somos melhores. Descobrimo-nos. Ganhamos confiança. Arriscamos. Transmitimos felicidade. Vivemos o momento.

Nunca te satisfazes dos meus lábios. Eu sinto o mesmo em relação ao teu sabor: Menta!

 

2 comentários

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    Annie 09.06.2011

    ainda bem que gostaste. beijinhos
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