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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Seg | 30.08.10

Don't stop dreaming - Capítulo #23

Olá ♥, aqui fica o primeiro capitulo do dia. Mais a noitinha haverá outro. Beijinhos e comentem

 

Capítulo #23

 

Esta noite eu ia dormir sozinha, já faltavam poucas horas para eu fazer dezoito anos. Não era o meu dia favorito (o do aniversário), mas estava ansiosa e não percebia o motivo. Seria por atingir a maioridade? Por igualar a idade de Edward?

Não me parecia que estes motivos fossem os mais importantes, estava ansiosa devido ao facto de Richard ter uma consulta, de Richard também completar dezoito anos, dos meus pais não estarem comigo e de tantas as outras coisas. Eram apenas oito horas da noite, resolvi ir espreitar o quarto de Richard, afinal a minha mãe devia-me ligar a perguntar como tinha ficado e essas coisas todas. Subi as escadas e abri a porta. O quarto realmente tinha mudado, estava em tons de vermelho,preto e branco. Existia uma cama de casal preta, com duas mesinhas de cabeceira também da mesma cor, uma secretária de madeira com o antigo computador de Richard, o armário da mesma cor da cama e para meu espanto, lá estava um piano. Um piano lindo preto, igual aquele que tinha estado na sala, já iam muitos anos. Seria o mesmo piano?

Os meus olhos voltaram a cobrir-se de lágrimas, prontas a cair quando menos se espera, mas fiquei surpreendida comigo mesmo, pois não tinha paralisado tal como acontecera no quarto de Edward. Estava a raciocinar normalmente, e consegui dar três passos em direção ao piano. Eu ia descobrir se era o piano, que eu tinha partilhado com Richard, eu tinha de descobrir se era aquele o piano onde eu tinha descoberto o sentido da música, as primeiras notas, as primeiras alegrias. Se fosse aquele o piano tinha de ter um R & A na parte superior. Estava a menos de dois passos do piano, avancei sem pensar nas conseqüências, nas revelações que aquilo poderia trazer.

Sentei-me no banco que se encontrava junto ao piano e dirigi o meu olhar para a parte de cima do mesmo. Aquelas lágrimas que minutos atrás tinham preenchido os meus olhos, agora estavam a direcionar-se para o piano, para aquela inscrição R & A. Aquele era o piano, não existiam dúvidas. Afinal os meus pais não o tinham vendido como me tinham dito, secalhar até esteve este tempo todo com Richard, ou na casa da tia Rosemary. Lembrei-me das palavras de Edward: "Ainda bem que adormeceste.", agora percebi-as, ele tinha visto o piano e tinha imaginado como eu ia reagir. Apeteceu-me gritar, dizer-lhe obrigado mas ao mesmo tempo discutir com ele por ser tão protector. Não ia ficar chateada com ele, mas amanhã íamos conversar.

Limpei as lágrimas e saí daquele quarto. Marquei o número de telefone do meu pai e liguei-lhe:

 

[Chamada]

Pai de Anne: Olá querida!

Anne: Olá pai.

Pai de Anne: Está tudo bem? Estás com uma voz estranha.

Anne: Está tudo mais ou menos bem. A mãe está aí contigo?

Pai de Anne: Não querida, a tua mãe está a falar com o médico que segue o teu irmão. Parece que está a melhorar.

Anne: Pois ainda bem, - claro ela tinha de estar com o filho querido.

Pai de Anne: Correram bem as mudanças?

Anne: Sim, está tudo arrumado e as coisas estão bonitas, - até demais disse num susurro.

Pai de Anne: Disse-te alguma coisa querida?

Anne: Não pai. Olha diz há mãe que as mudanças correram bem, vou comer qualquer coisa e depois vou-me deitar.

Pai de Anne: Claro querida, beijinhos até depois. Daqui a poucas horas já tens dezoito anos. - como se isso fosse um grande feito na história da humanidade, pensei.

Anne: Pois, bem beijinhos.

Pai de Anne: Beijinhos

[Fim da Chamada]

 

Abri o frigorífico, tinha sopa de dois dias atrás. Aqueci um bocado no microondas e fiquei pela cozinha a acabar de jantar

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