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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Seg | 30.05.11

One-Shot - Menta! #Parte 2

Como recebi bastantes comentários, resolvi dar-vos este miminho. Espero que receba tantos como no outro. Beijinhos e aproveitem. A próxima e última parte também depende do vosso feedback.

 

 

 

Os papéis invertem, desta vez sou eu que prefiro virar a cara e, tu percorres o meu corpo com o olhar deixando-me envergonhada. Não gosto de mostrar o meu corpo mas, a parva da minha melhor amiga que acaba de sentar-se a meu lado dando-me um beijo repenicado na bochecha, quase que me obriga a vestir uma saia de cinta subida comprada na mesma loja que a sua... Gostamos de andar quase iguais, contrastando com as nossas diferenças. Enquanto a saia dela, é azul escura com alguns folhos a minha é branca com alguns detalhes coloridos. Enquanto ela veste um top preto, eu envergo um top branco... Os seus ombros vêm destapados enquanto os meus estão cobertos por uma camisa axadrezada branca e vermelha. O seu cabelo encontra-se apanhado num bonito "rabo-de-cavalo", o meu está ao seu jeito natural ondulado e com muitos caracóis nas pontas, a minha franja encontra-se ligeiramente de lado e esticada.

Ela não tem vergonha de olhar e prender-se a alguém por isso, encara-te e diz-me que não tiras os olhos de mim. Diz-me que a rapariga dos olhos cor de mel e seu namorado, acabam de sair do átrio deixando-te sozinho... "É a tua oportunidade de falares com ele, vai lá." Estas suas palavras percorrem os meus ouvidos, chegando ao meu cérebro e batem no meu coração. Ganho força e, mesmo sabendo que me observas viro a cara na tua direcção, confirmo as minhas suspeitas e o que a minha melhor amiga me disse há pouco tempo atrás: não tiras os olhos de mim, estás a observar-me de maneira diferente, uma maneira que para mim é desconhecida. O teu olhar encontra finalmente o meu, os teus olhos verde-cinza encaram os meus castanhos-avelã, os teus lábios carnudos formam um sorriso que leva a que os meus imitem esse teu movimento. Deixo de ouvir o que me dizem, deixo de ver as outras pessoas. Concentro-me só e exclusivamente em ti. O treinador da equipa de futsal, da qual és capitão, intercepta-te A linha imaginária entre os nossos olhares é quebrada mas, mesmo assim vai permanecendo aos poucos pois, ousas afastar o teu olhar do treinador e prestar-lhe atenção para te voltares a fixar em mim. O treinador abana-te, voltas a quebrar a linha que nos une, desta vez o causador desse corte olha-me e diz-te algo imperceptível à minha audição, limitas-te a abanar a cabeça afirmativamente e a sorrir. O teu olhar encontra-se com o meu mais uma vez, mais um sorriso, mais um momento. O meu coração está a um ritmo frenético, parece até que interrompe as suas batidas dando lugar a momentos inexplicáveis.  Não quero acordar deste transe que nos percorre aos dois. Sim, tu estás na mesma situação que eu. Toca. É o fim. São horas de cada um ocupar o seu lugar, numa sala. Por azar, és de turma diferente… Várias pessoas, dirigem-se ao respectivo pavilhão onde vão ter aula, a saída está uma autêntica confusão. A rapariga da saia azul que se encontra sentada a meu lado, levanta-se e chama-me. Ignoro-a, isto não pode acabar agora. Dá-me só mais dois minutos. Deixa-me gravar este olhar… este momento, peço-lhe por pensamentos. Vendo que não obtém resposta, pega na minha mala preta, entende-ma e eu não tenho outra hipótese a não ser agarrá-la e levantar-me do sítio que ocupei. Tu, pegas no teu saco de treino colocando-o ao ombro. Vejo o professor a passar, ele nunca se atrasa e é intolerante para quem o faz. Tenho mesmo de ir. A saída está agora mais livre, reconheço a mão no meu braço que me puxa para lá, a rapariga da saia azul. Viro costas. Quebro a linha recta que se formou entre os nossos olhos. Chego rapidamente à saída do átrio, não o abandono sem antes te lançar um último olhar, o adeus.

Depois disso prefiro não voltar a fazê-lo. Iria cometer uma loucura. As horas passam, o intervalo chega. Nada de ti, não estás em lugar algum. Mais uma aula, um curto intervalo. O meu olhar percorre o pavilhão, mesmo sabendo que tu não estás nele… Existe sempre a esperança de te voltar a ver. Nada acontece. Mais uma aula. A hora de almoço chega, talvez seja agora. O teu melhor amigo, abandona a sala ao mesmo tempo que eu, falamos um pouco sobre a aula que terminou. Descemos a escadaria juntos, e ele elogia-me. Diz-me que estou mais bonita que os outros dias e que não foi o único a reparar. Brinco com ele dizendo-lhe que não o deixo elogiar-me, tem namorada deve elogia-la a ela, não a mim. Agradeço-lhe. Não foi o único a reparar? Ele também reparou? Ele falou-lhe sobre mim? Já no corredor que dá acesso ao átrio, encontramos-te. 

 

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