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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Dom | 29.05.11

One-Shot - Menta!

Ontem não sei o que me aconteceu, não sei o que realmente me bateu na cabeça. Cheguei a casa da música com uma ideia, liguei o computador e pus-me a escrever. Simplesmente aconteceu. Não, não é nenhum capítulo. Eu tinha mesmo de escrever aquilo, eu tinha de dizer e escrever pensando se fosse comigo. Não me perguntem onde fui buscar imaginação para aquilo, nem onde me inspirei porque sinceramente a minha resposta vai se resumir a duas palavras: não sei. 

 

 

Em príncipio será dividida em três partes. Se a irei postar seguida ou não? Isso depende dos vossos comentários.

 

 Chego cedo, tal como todos os outros dias da semana e sento-me numa das quatro cadeiras vermelhas das muitas, de outras cores, que se encontram no átrio. Acabo por pousar a minha mala de ombro preta na mesa à minha frente, que possui a mesma cor que a cadeira onde à menos de dois segundos me sentei. Percorro o pavilhão com o olhar e, acabo por ver pouca gente. Gente que não conheço, gente que me é conhecida, gente com quem já falei... Tu. Tento que o meu olhar se desvie do teu corpo, do teu definido corpo. Um íman, uma força superior faz o contrário à minha vontade ficando ainda mais embevecida nesse corpo. Conversas animadamente com o teu melhor amigo, um rapaz igualmente bonito mas, não tanto como tu. Não, ele nem te chega aos calcanhares, tu sim és perfeito. Mais uma vez tento que o meu olhar desvie e procure outra pessoa, outro ponto, um ponto forte mais forte que a tua beleza onde me possa refugiar e fugir à tentação que me invade a cada segundo que te vejo. Nada. Simplesmente, nada é capaz de me distrair de ti. O teu melhor amigo, percorre o pavilhão com o olhar, parando aqueles olhos verdes em mim. Ele sente-se observado e procura quem o observa, ao contrário da tua pessoa que prefere ignorar. Sorri-me, afinal somos da mesma turma e posso dizer que até temos conversas interessantes. Retribuo o sorriso e, com medo que me encares consigo afastar o olhar. Mais gente entra no pavilhão, vejo mais pessoas conhecidas pelas janelas. O tempo está bastante agradável, um calor impróprio ao mês de Abril... contrariando o ditado. Agora, quem se sente observada sou eu mas, sigo os teus exemplos e não encaro quem me olha. Cinco minutos, cinco minutos passam e ela chega.
 Primeiro dirige-se à minha mesa, cumprimentando-me com um beijo em cada face, dando-me os "bons dias" e perguntando se vi o teu melhor amigo, que por acaso é seu namorado. Retribuo-lhe os "bons dias" e digo-lhe que o seu namorado se encontra junto à janela mais próxima da entrada do refeitório. Vejo o seu olhar cor de mel, à procura do seu namorado e o meu cérebro segue o mesmo percurso. Volto a olhar-te e a percorrer a tua face, estás ligeiramente de lado não é a melhor perspectiva mas, no final de contas observar-te é sempre bom. A rapariga dos olhos cor de mel, passa-me a mão no ombro, e dirige-se para perto de ti. Toda a gente sabe, toda a gente desta escola sabe que o que ela queria era o melhor amigo do namorado, ou seja, ela queria-te a ti. Como tu não lhe passas cartão, resolveu interessar-se pelo teu melhor amigo talvez, só por te ter por perto. Eu quero acreditar que é mentira e que ela está mesmo interessada no teu melhor amigo... Fico a observar-te e vejo a tua cara de, dígamos "nojo" ao vê-la aproximar-se e dar um beijo ao rapaz que se encontra a teu lado. Vejo que te dirige a palavra mas, tu preferes virar a cara e aí sim... aí o teu olhar encontra o meu rosto, que devido à cena que tinha presenciado manifestava um sorriso. 

 

 

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