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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Sex | 25.02.11

Silent Tears #2

 

 

 

Tudo entre nós decorria normalmente, como simples amigos ou melhor simples colegas de turma. Nunca fomos muito ligados, nunca me transmitiste muita confiança e eu a ti também não, mas talvez isso me tenha feito aproximar de ti, talvez. Num acto inconsciente, aproximei-me de ti. Fiz-te conhecer o que poucos conhecem bem, o meu verdadeiro eu. A verdadeira Ana, que sorri e chora, que confia e partilha. Soubeste verdadeiramente aproveitá-la da melhor maneira, aproximaste-te e eu deixei que o fizesses, um acto puro e louco que não devia ter sido cometido. Agora, e agora sei disso. 

A amizade que sentia por ti, foi crescendo e não podia negar que cada vez que sorrias e os teus olhos escuros cruzavam os meus alguma coisa, cá dentro se misturava e fazia com que o meu coração aumentasse e o pudesse sentir ligeiramente na minha garganta, a um ritmo desorientado. 

Hoje, amaldiçoo-o aquelas malditas mensagens correntes que nos obrigam a responder... a dizer o que por vezes não conseguimos transmitir cara a cara. Lembro-me da tua resposta, beje. Talvez por não saber o que sentias, talvez por ter essa necessidade dei-te a mesma resposta e tratamos de "combinar" tudo para estarmos juntos, apenas conversar como me disseste.

 Esclareci as coisas, e como os adolescentes lhe chamam disse-te que para mim aquilo era só e só uma curte. Nesse dia, fui incapaz de ter reacção quando te verdadeiramente (pelo menos a forma como o expeliste), te declaras-te. Não, eu não te amei, não te amava e não amo ... Em momento algum. Se o arrependimento matasse, eu era uma mulher morta. Deixas-te que a tua cabeça se guiasse pelo coração, deixas-te que o que sentias te dominasse... e tomas-te aquilo como esperanças para um futuro a dois. 

Sabes o que me custou? Sabes?! Saber, que afinal de tudo não fizeste outra coisa senão aproveitar-te da minha inocência... Porque é que te fizeste passar por ela (amiga), e me mandaste mensagens de texto a perguntar coisas, que se soubesse que eras tu nunca te tinha respondido? Mentiste, mais do que uma vez. Primeiro dizes que me amas, depois enganas-me e dizes que não gostavas de mim... 

Agora, para agravar isto tudo fazes-te a outra. Não tens noção, que não me magoas só a mim? Um dos teus amigos, ama-a verdadeiramente e não é desonesto, como tu foste. Eu sei o que ele sente por ela, e tu aproveitas para matar dois coelhos de uma cajadada só. 

Sabes uma coisa?! Um dia vou-me rir desta palhaçada toda, e vou conseguir esquecer que alguma coisa se passou entre nós... um dia, não hoje, não amanhã nem muito menos ontem. Apenas um dia... num futuro próximo ou longínquo. 

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