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Sweet Nothing

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Dom | 23.01.11

Dreams of Love - Capítulo XV - Este mundo deve ser um ninho

Como hoje é o meu aniversário, e como estava bem disposta e achei que vocês mereciam. Aqui está: acabadinho de sair do WORD, e bem quentinho. Este capítulo é dedicado a Andrusca, que foi ela a primeira pessoa, sem ver o post dos meus anos, a desejar-me os parabéns. Obrigada querida.

Capítulo XV – Este mundo deve ser um ninho.

 

Naquela noite, mais uma vez adormeci com um sorriso no rosto. Ter vindo morar para Lisboa estava a fazer-me muito bem, tão bem como nos bons velhos tempos. Antes de adormecer liguei a Vera e a Cátia, para matar as saudades. Os meus pais não me contactaram desde o dia da minha chegada, mas a minha vontade para o fazer também era reduzida, por isso e casmurra como sou não lhes iria ligar até que um deles o fizesse. O Ruben acabou por não me dizer quem era a Lia e Andreia fechou-se em copas, mas eu tinha e ia descobrir. Terça-feira chegou, pode ser considerado o pior dia da semana, uma vez que tenho todos os tempos preenchidos. O dia decorreu normalmente, cada vez me sentia mais integrada na turma o pior do dia foi mesmo as três peruas se resolverem a dar-me as boas vindas. A Rita, detestava a Mónica (a chefe do grupinho), disse-me que fazia a vida negra à irmã durante os ensaios e apresentações da claque. Sim, aquelas três faziam parte da claque benfiquista o que não me agradava nada. Durante os intervalos, os quais passei com Rita, Diogo e Beatriz, pensei no jantar do dia seguinte com David.

Mais do que uma vez, dei por mim a pensar nele, não na parte física mas na parte carinhosa e amiga que demonstravam não só com Ruben e Fábio, como com todos os colegas e os fãs que o abordavam.

 

 

 

***

- Nia, como vais para casa? – Rita tinha arranjado esta espécie de alcunha para mim, e por isso quando ouvia a palavra Nia sabia que era ela que me estava a dirigir a palavra.

- Autocarro Ri, e tu?

- A minha irmã vem-me buscar, podias ver connosco a tua casa fica a caminho.
- Obrigada miúda, - ela detestava que a tratassem assim.
- Não te estiques Nia, não te estiques.
- Ai que medo Ri.
Começamos a rir feitas parvas e o stor de Matemática interrompeu a aula por nossa causa:

- Mais uma dessas e vão as duas para a rua, e não me interessa que faltem cinco minutos para o toque.

- Desculpe stor. – Dissemos em conjunto.

 

 

- Esta deve pensar que por vir lá da Suíça pode fazer o que quiser. – Comentou Mónica para as suas amiguinhas.

Eu já começava a detestar aquela gaja, mas quando ela disse aquilo o começar passou a fase seguinte. A Rita ainda tentou reclamar com ela, mas antes que fosse expulsa consegui cala-la.

Senti o meu telemóvel vibrar, uma mensagem recebida. A campainha, nesse preciso momento deu sinal e os alunos começavam agora a deslocar-se para a saída. Mais um dia de aulas terminado. Diogo e Beatriz, tinham uma espécie de amor-ódio entre eles, tão depressa estavam a discutir como se riam às gargalhadas, eu suspeitava que aquilo era mais amor que outra coisa.

Agarrei no telemóvel e li a mensagem: “Mana do meu coração, estou no portão à tua espera, parece que hoje vais jantar em casa do mano. Sem desculpas, eu vou cozinhar. Beijinhos.”

Saí da escola com Rita a meu lado e vi Ruben debruçado sobre uma janela aberta do lado do condutor de outro carro.

- Nia eu vou andando, a minha mana já está li, - disse apontando para o carro onde Ruben estava debruçado – e parece que a tua boleia também.
- Pois, eles devem-se conhecer do estádio ou assim, não?

- Sim… acho que sim. – disse-me confusa.
Fomos andando até ao carro, e quando Rita entrou no carro, Ruben afastou-se e apenas prenunciou:

- Adeus Lia, gostei de falar contigo.

Lia? O que? A irmã da Rita é a Lia? A Lia que a Andreia disse? Este mundo deve ser um autêntico ninho.

***

- Ruben, explica-me de uma vez por todas: Quem-é-a-Lia? – disse-lhe ao entrar em casa dele e ao pousar a mala que levara para a escola no sofá da sala.
- Pensei que já tinhas percebido que era a irmã da tua amiga. – disse-me sarcasticamente.

- Amorim, amorim. Não brinques comigo. Conta lá. – pedi meigamente e colocando as minhas mãos nos seus ombros.

- Primeiro vens para a cozinha ajudar-me a fazer o jantar, depois pode ser que tenhas sorte.
- Sim chefe.

 

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