Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Sweet Nothing

Sweet Nothing

Dom | 16.01.11

Dreams of Love - Capítulo XII - Lia que Lia? Prioridades, Fábio

Olá leitores, com algum esforço consegui acabar e escrever mais um capítulo, vou tentar durante a próxima semana escrever um bocadinho todos os dias, para depois no fim-de-semana, e quem sabe postar antes disso. Bem, este capítulo não é dos mais interessantes e secalhar não está muito bem, mas foi o que se pode arranjar... Deixem o vosso comentário sim? Vou começar a dedicar os capítulos, este vai para todos os anónimos que nos visitam e não deixam nem comentários/opiniões. Se tu fazes parte desse grupo, assume-te.

 

 

Capítulo XIII – Lia que Lia? Prioridades, Fábio.

 

O dia começou bastante cedo, neste último mês, quando me encontrava ainda na Suíça a rotina era diferente e não estava habituada a ir todos os dias para a escola, faltava na maioria as vezes mas conseguia sempre recuperar nos testes e exames a que fora sujeita. Tomei um banho relaxante, escovei o cabelo e depois de preparar a mochila desci para tomar o pequeno-almoço. A Andreia, tinha tomado conta de todos os assuntos relativos à minha nova vida escolar: transferências, materiais escolares novos etc…

 

- Bom dia alegria, - disse ao entrar na cozinha onde estava Andreia e Fábio com uma cara de sono horrível – ups, parece que alguém ainda não acordou.

- Estou com uma carga de sono que nem te passa priminha – disse bebendo um gole da sua caneca de café.

- O seu típico humor matinal querida, habitua-te, - disse-me Andreia dando me um beijo na face esquerda e servindo-me uma taça de leite com cereais – pronta para o primeiro dia de aulas?

- Sim, acho que sim. Tens treino cedo?

- Temos um às 10h00 e depois outro ao final da tarde às 17h30, e tu tens aulas o dia todo?

- Não, às segundas só tenho aulas da parte da manhã.
- Queres que te vá buscar à escola? – perguntou Andreia.
- Achas, claro que não então agora tu vais andar pra trás e para a frente atrás de mim? Nem penses nisso, existem autocarros, metro, táxis …

- Como queiras … - disse sorrindo.

- Bem meninos, eu gosto muito de vocês mas tenho de ir embora que tenho um autocarro pra apanhar.

- Eu levo-te, tenho de passar por casa do Ruben primeiro e temos de passar primeiro pela Luz e só depois é que vamos pró Seixal, a tua escola fica em caminho.

- Então ‘bora. Tenho de dar um raspanete a esse menino.
- Vá Mari, não sejas má para o garoto que ele adora-te – defendeu Andreia.
- Adora, mas não me liga nenhuma, ele vai ver vai…

 

- Deve andar ocupado com a Lia … - disse distraída Andreia

- O que é que me está a escapar Andreia?

- Não tínhamos de ir Mari? – disse Fábio. – Queres chegar atrasada logo no primeiro dia?

-Não, não vamos. – disse pegando na mala que ia levar para a escola e passando pela bancada da cozinha para me despedir de Andreia. – Quero saber quem é essa Lia.

- Logo não te escapas. – gritei já na porta.

 

***

- Ficas bem, querida? – disse-me ao parar o carro perto do portão da escola.
- Claro primo. – disse dando-lhe um beijo na bochecha direita. – Adoro-te giraço.
- Se algum rapaz se meter contigo … tu diz-me.
- Para já aqui a conversa, por muito ou pouco que eles se aproximem eu sei tomar conta deles e neste momento eles não são prioridade, aliás estão muito longe disso … satisfeito?

Soltou um sorriso mais “acordado” e deitei-lhe a língua de fora.

Graças aos vidros escuros, ninguém reconheceu o carro e o seu condutor – claro que eu não me envergonho que ele seja meu primo, bem pelo contrário, mas quero manter longe os boatos e sinceramente acho que ele tem direito a uma vida social e familiar no mínimo discreta e sem grandes polémicas/comentários.

Encaminhei-me para o pavilhão de aulas, pois faltava apenas um ou dois minutos para que a campainha anunciasse o início da primeira aula da manhã: português. Deparei-me com vários grupos de adolescentes, como é normal numa escola, mas houve um que me chamou a atenção e não de maneira positiva. Um grupo de três raparigas, duas loiras e uma ruiva, todas de mini-saia com sapatos altos e “armadas em boas” – resumindo: as populares. Quando me deparava com aquele tipo de grupos sempre me tentava afastar, para a mim a popularidade nunca foi o meu sonho, assumo-me como uma rapariga normal e espero ser assim sempre. Uma das coisas que não me agrada neste tipo de grupos, é estarem sempre a comentar a vida e as pessoas como se essas fossem inferiores a elas, mas quem é que pensam que são?

Olhei o horário mais uma vez, sala dezanove. O toque interrompeu os meus pensamentos e vários alunos se dirigiram para a entrada do pavilhão de aulas, deixei que a confusão passasse e encaminhei-me atrás dela. Encontrar a sala foi fácil, encostei-me a uma parede próxima.

 

- Olá, és a Mariana a nova aluna, certo? – Perguntou-me uma rapariga da minha estatura, com cabelo longo, preto, e levemente encaracolado, com uma cara jovem e uns olhos verdes enormes.

- Olá, sim, parece que sim.

- Eu sou a Rita, sou da tua turma, bem-vinda.
- Obrigada, posso fazer-te uma pergunta?

- Claro, a partir de agora somos colegas.
- Como sabias o meu nome?
- Ah, isso. A nossa dt sexta, disse-nos que íamos ter uma aluna nova na turma e como és a única que estás perto da sala e não me parece familiar decidi arriscar.

- Hum … parece que adivinhas-te. – disse sorrindo.

- Ritz, parece que a stora não está cá. – interrompeu uma voz masculina.
- Oh pá, mas aquela velha sardenta não sabia avisar? Sempre tinha ficado na cama. Diogo, esta é a Mariana a nova aluna aqui da turma.
- Olá Mariana, prazer em conhecer-te. – disse sorrindo e dando-me dois beijinhos. “atiradiço” pensei

- Oi, obrigada.

- Ainda não conheces a escola pois não?

- Não …

- Anda, eu e o Diogo fazemos-te a apresentação ao pessoal e aqui da escola.

 

Como a Rita disse, apresentou-me durante uma parte da manhã ao pessoal da turma que foram todos muito simpáticos e acolhedores, colocando-me logo à vontade. Rita e o Diogo fizeram-me um pequeno resumo dos stores, colegas e o que devia saber sobre cada um deles. Pior parte da turma: aquelas três emproadas que vi ao entrar na escola são da minha turma, e fiquei agradecida por quase ninguém da turma lhes falar ou mesmo referi-las nas conversas de grupo. O grupo de “amigos” era bastante grande, umas dez pessoas que se reuniam numa mesa do pavilhão de alunos, comigo onze. Por sorte, a maioria era do Benfica ou seja, mais uma motivo para eu simpatizar. Durante a conversa, simpatizei de imediato com Rita, Beatriz e Diogo, tínhamos interesses bastante parecidos e durante aquela parte da manhã livre conhecemo-nos muito melhor. Pelo que percebi, Rita era a aventureira e a divertida do grupo, com uma personalidade bastante forte e uma leal benfiquista. Diogo era o “men” do grupo, o autêntico galã que aproveita ao máximo todas as situações para meter o seu humor, por sua vez Beatriz, era a mais reservada, calma e como não podia deixar de ser uma benfiquista ferrenha.

 

 

 

Próximo domingo, faço anos 

14 comentários

Comentar post