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Sweet Nothing

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Ter | 28.12.10

Dreams of Love - Capítulo X - A primeira troca de olhares/sorrisos

X – A primeira troca de olhares/sorrisos

 

Na manhã seguinte, o meu dia começou bastante cedo eram nove e meia da manhã e eu já estava devidamente vestida e preparada a tomar o pequeno-almoço. O Fábio ainda estava a descansar e eu e Andreia tivemos oportunidade para conversar. Decidimos quem viria ao jantar/festa, eu queria pouca gente mas ela insistia em encher a casa com o plantel benfiquista: acabei por ganhar e viram só as pessoas mais chegadas a Fábio e a Andreia e com quem eu mais simpatizei.
Depois de tudo combinado saí de casa e dei uma volta enorme por Lisboa e acabei na minha praia preferida, perto do meu maior conselheiro: o mar.

Liguei à Cátia e a Vera, acabei por acordá-las, tinham dormido as duas na mesma casa e estavam de ressaca, prometeram que em breve nos veríamos e ficaram contentíssimas de me ter a uma distância “considerável”. O resto da manhã foi calmo, almocei perto da praia e depois de almoço recebi uma chamada da minha mãe, sim finalmente lembrou-se que tem uma filha. Justificou a sua falta no dia da minha partida, eu limitei-me a ouvir mas, não a compreender. Depois deste telefonema, dei mais alguns passeios e no caminho para casa recebi outro telefonema: Ruben, atendi de imediato.

 

-Mano – disse com algum entusiasmo na voz.

-Linda, tudo bem? Por onde andas?

-Interrogatório a estas horas, senhor polícia?

-Como seu irmão tenho todo o direito de me manter informado sobre o seu paradeiro, correcto? – conseguia sempre dar a volta a situação e transformar os nossos diálogos em conversas um pouco infantis.

-Analisando a situação, talvez não seja bem assim. Mas, como boa menina e mana que sou eu conto-lhe, ando a matar as saudades de Lisboa e não podia estar melhor. – parei e sentei-me num banco. – E tu?

-Estou a porta da casa do David, vim busca-lo para o treino.
- Treino?! Mas afinal que horas são?

-Andas com a cabeça na lua, ou quê? São 16h15.

-Não dei conta do tempo passar … Lisboa deixa-me assim desnorteada.
-Ui, então vou ter de ficar atento.

-Agora não te estou a perceber trengo.

- Ai não? Dah, Lisboa deixa-te desnorteada e com a cabeça na lua, agora que vais ficar cá tenho de andar de olho em ti, sabe se lá o que te pode acontecer.
- Ahahaha – disse sem graça – muito engraçado o menino Ruben, não preciso de um “irmão galinha”, de certeza que vou ter um primo a assumir esse papel.
Do outro lado escutei uma gargalhada animada e aquele som de uma porta de carro a fechar-se. – Vá, já vi que o David já está contigo. Cuidadinho na estrada menino.

- E depois eu é que sou o “irmão galinha”. Logo à noite conversamos melhor.
- Hum… isso significa que vou ter de te aturar no jantar?

-Como se para ti fosse um grande esforço, - sorri bastante animada e recomecei a andar de novo até casa, antes de desligar Ruben perguntou – Estás feliz, agora?

- Claro que sim, não há nenhum sítio onde eu me sinta mais feliz do que Lisboa. Bom treino, adoro-te.

-Adoro-te pintainho.

Não consegui responder-lhe “à letra” pois este desligou a chamada antes que eu pudesse ter libertado uma sílaba.

*

Eram oito menos um quarto, eu, Andreia, Romanella e Brenda estávamos na cozinha a acabar de dar os últimos retoques na comida. Quatro mulheres de volta do taxo, ia ser um grande pitéu. A ementa tinha sido bastante fácil de decidir, e Andreia resolveu fazer-me um miminho: a minha comida favorita – bacalhau com natas. O bacalhau estava quase pronto faltavam pouco tempo para que o forno desse sinal. Fábio, Saviola, Luisão e Javi eram os únicos que tinham chegado, faltavam claro o Ruben e o David. A conversa feminina estava a ser super animada e quase sem darmos por isso, as nossas conversas (de variados temas) acabavam sempre em futebol. Romanella, era bastante simpática comigo, e eu sentia-me à vontade com ela. Talvez, pela nossa pequena diferença de idades nos entendêssemos tão bem. Eu e ela deixamos Brenda e Andreia a conversar na cozinha e as duas fomos ter com os meninos, que ainda não tinham largado a playstation – não será preciso dizer o jogo que estavam a jogar, futebol claro. O Fábio andava a desafiar-me para um joguinho, eu até não me safava mal, mas talvez por vergonha e como ainda não os conhecia bem a todos não aceitei.

A campainha tocou, e antes que fosse “obrigada” a jogar saltei do sofá e abri a porta. Deparei-me com uma figura alta, com uns caracóis perfeitos a caírem sobre o rosto. David e Rúben tinham acabado de chegar, limitei-me a sorrir e a ver a retribuição da parte do primeiro e um “olá” animado do último.

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