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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Seg | 30.07.12

Já estavam a estranhar?

Eu tinha de dar os meus parabéns e mostrar todo o orgulho que tenho neste menino. Eu sempre disse que ias ser o próximo vencedor e ídolo de Portugal. Que Londres te brinde com coisas fantásticas e que dentro em breve nos dês tu, um miminho: um single teu e consequentemente um albúm fantástico.

 

Sab | 28.07.12

Random!

A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos foi sem dúvida alguma arrebatadora, do ínicio ao fim. Foi muito bem conseguida, muito bem pensada e fiquei notoriamente satisfeita quando ouvi e vi a J.K.R a ler Peter Pan bem como o senhor "Mr.Bean" apareceu e deu um show. Aqui está a prova que  tocando apenas uma nota se pode ser um músico de renome :)

Esperemos que os nossos portugueses que se encontram em Londres nos dêem alguma alegria (acho difícil), hoje o dia não nos correu de feição na Natação .

 

 

Acho que nunca divulguei o meu twitter por aqui, por isso quem tiver e quiser seguir-me está à vontade. Se possível falem comigo por lá - aquilo é uma seca quando ninguém nos responde ou assim.

 

 

Qua | 25.07.12

Os Maias e os Lusíadas

Não tivesse eu acabado  de ler "Os Maias" e a Rádio Comercial brindar-me com uma Mixórdia de Temáticas sobre os mesmos. Fica aqui o aviso: os resumos do Senhor Américo são os melhores que vão encontrar na internet toda.

 

Postei um capítulo!
Qua | 25.07.12

Before you leave me - Capítulo XIII

Hoje deu-me imensa vontade de escrever, e por isso aqui vos deixo outro capítulo. Este é dos grandes e até eu estou surpreendida com o tamanho do mesmo. Espero que gostem, e se possível comentem.

 

 Depois de uma vitória algo confortável a equipa da escola apurou-se para as regionais e como era de esperar, a festa foi enorme. Um rapaz bastante alto e de cabelo ruivo que eu apenas conhecia de vista acabou por vencer o prémio de melhor exibição mas, este por sua vez resolveu dá-lo a Harry – que tinha marcado a maioria dos cestos. Tinha ficado combinado na noite anterior que, independentemente do resultado do jogo, Harry iria jantar lá a casa e por esse mesmo motivo eu, Niall e Mary ficamos à espera que as “duas estrelas” se despachassem. Várias pessoas abandonavam o recinto escolar e eu limitava-me a segui-las com o olhar e sorrir para aquelas que conhecia. Niall e Mary conversavam animadamente entre si, e por mais que tentassem disfarçar, de cada vez que um deles sorria o olhar do outro brilhava.

 

- Então meninos, não dão os parabéns aqui aos jogadores pela excelente vitória conseguida? – Harry vinha bem-disposto e com um sorriso contagiante no rosto.

 

- Aleluia, estava a ver que tinha de entrar pelo balneário e arrancar-vos de lá por uma orelha. – Mary era bastante impaciente, pensando bem, eles não tinham demorado assim tanto tempo.

 

- Arriscavas-te a ver metade da equipa a tomar banho e outros tantos em toalha mas tu lá sabes quais são as tuas necessidades. – Gozou Harry, mexendo no seu cabelo chocolate ainda molhado.

 

- Ali o Niall é que era capaz de não achar muita piada… - Zayn tinha chegado ao pé dos nós ao mesmo tempo que Harry e foi dificil controlar o desejo que sentia de lhe segurar a mão e beijá-lo ali mesmo, sem me importar com os restantes alunos que passavam, em forma de congratulação pelo jogo excelente que fez. Em vez disso, limitei-me a dar-lhe uma cotovelada depois de ouvir a provocação que o moreno tinha feito em relação ao loirinho do grupo.

 

- E se fôssemos andando para casa? Já está a ficar tarde meninos … - interrompi tentando salvar Mary de ficar ainda mais “encavacada” do que já se encontrava.

 

 Assim fizemos, Mary e eu seguimos um pouco na frente dos rapazes que vinham a discutir entre si de forma animada, fazendo uma espécie de rescaldo do jogo. Eu tinha de arranjar maneira de juntar Mary e Niall, ou pelo menos, de os fazer perceber que o que sintam um pelo outro era correspondido. Nem era tarde nem era cedo, aproveitando o facto de Harry jantar lá em casa iria abordar o assunto com os rapazes. Afinal de contas, eles conheciam Mary e Niall há mais tempo que eu logo, seria mais fácil para eles terem uma ideia. Mary foi a primeira a deixar o grupo e depois de se despedir de cada um de nós com dois beijinhos entrou em casa. Seguiu-se Niall e passados poucos minutos, tanto eu como Harry e Zayn estávamos a entrar em casa para jantar.

 Pousei a mala castanha no hall de entrada e depois de pendurar o casaco segui, sozinha, em direcção à cozinha. Á medida que me aproximava daquela divisão um cheiro maravilhoso percorreu o ar até ser perceptível às minhas narinas. Rosalie tinha de facto umas mãos de oiro para a cozinha. Encostei-me à ombreira da porta observando-a a cumprir os passos que ela tão bem conhecia para confeccionar uma refeição digna de um banquete real. Não me era possível expressar em palavras toda a gratidão que nutria tanto por Rose como por Charles. O simples facto de terem procurado um adolescente para adoptar aumentava a minha consideração por eles mas, o que realmente me fazia nutrir todo aquele sentimento, era o facto de desde o primeiro minuto em que a minha presença se fizera sentir no aconchego do seu lar eu fazia parte da família.  Não era uma estranha, não era deixada de parte. E isso tornava tudo mais fácil. Estava com eles há pouco mais de dois meses e sentia-me bem dentro daquele núcleo, sentia-me como se aquele lugar me tivesse pertencido.

 

- Oh querida, - aquele tom doce e maternal viajou até aos meus ouvidos assim que os olhos de Rose notaram a minha presença – não dei por vocês entrarem. Como é que correu o jogo?

 

- Muito bem, passamos às regionais. – Clamei com satisfação na voz. – O Zayn jogou muito bem e o Harry foi o melhor marcador em campo.

 

- Ainda bem que correu tudo bem. Vieste sozinha? – Eu e Rose mantínhamos a conversa há medida que ambas nos passeávamos pela cozinha, enquanto ela ultimava os preparativos para o jantar eu começava a preparar a loiça para depois a transportar para a sala de jantar.

 

- Não, eles vieram comigo mas “fisgaram-se” para a sala e eu vim ter contigo. – Expliquei, e depois de Rose me dizer que os ias felicitar pela vitória segui para a sala de jantar para colocar a mesa.

 

Enquanto colocava o último copo no seu devido lugar, umas mãos familiares caíram nos meus ombros. Ao rodar sobre o meu próprio corpo dei de caras com Zayn. Este não esperou muito mais até unir os seus lábios aos meus, e mais uma vez nada mais importou. Só despertei para a realidade quando nos separamos e me apercebi que não estávamos sozinhos em casa.

 

- Tu és doido, e se a Rose nos visse?

 

- Ela ficou a falar com o Harry e ele sabe muito bem que quando disse que te vinha ajudar, não era bem isso que eu tinha em mente. – Sorri perante o à-vontade que o moreno demonstrou. – Ainda não me tinhas dado o meu beijinho de parabéns…

 

- Não foste o melhor jogador, por isso achei que não merecesses … - Brinquei.

 

- Ai é? Então porque é que não vais ter com o Hazza para lhe dar o “beijinho de parabéns” – a voz de Zayn saiu carregada de ironia e com um tom ciumento, que me derreteu o coração.

 

- Porque eu prefiro milhões de vezes mais, um moreno de cabelo desalinhado ciumento a um rapaz de olhos verdes e de cachos castanhos.

 

- Eu não estou ciumento… - foi a única frase proferida antes de voltarmos a unir os nossos lábios.

 

(…)

 

O jantar ia já a meio quando a campainha tocou. Rose foi interrompida por Charles, assim que iniciava o movimento para se levantar e se dirigir até à porta, e foi o homem da casa quem abriu a porta. Harry e Zayn conversavam alegremente com Rose mas algo me dizia que a pessoa que tinha tocado à campainha iria trazer problemas.

 

- Quem era, pai? – Assim que Charles se aproximou da entrada, Zayn não conteve a sua curiosidade.

 

- Colbie, é para ti. – Mostrei-me surpresa pois não costumava receber pessoas sem as ter convidado. – É o Daniel Steves, ele não quis entrar disse que era rápido e que não valia a pena.

 

Assim que o nome de Danny soou da boca de Charles, o meu estômago revirou-se. O meu olhar recaiu sobre Zayn e depois sobre Harry. Zayn tinha largado os talheres e mantinha a cabeça baixa enquanto Harry tinha os olhos esbugalhados. A custo, consegui proferir: - Com licença, eu volto já!

Aproximei-me um pouco receosa da porta, a sua visita não manifestava nada de bom. Pelo menos, era isso que eu sentia. Assim que abri um pouco mais a porta de entrada, vi-o. Danny envergava uma camisa axadrezada de tons claros e umas calças de ganga escura. O cabelo apresentava o seu penteado habitual com um pouco de gel.

 

- Boa noite, Colbie! – A voz dele saiu de forma natural.

 

- Boa noite, Danny. Passa-se alguma coisa? – Quanto mais depressa eu soubesse o motivo da sua vinda, mais depressa ele se iria embora e mais rapidamente voltava para junto de Zayn e dos restantes.

 

- Escusas de estar tão nervosa, o que eu tenho para te dizer é muito simples e resume-se a duas palavras: Eu. Sei. – Disse-me pausadamente as suas duas últimas palavras.

 

- Hãn? Sabes? Mas sabes o quê, Daniel? – A minha voz transparecia uma preocupação notória.

 

- Sei que andas envolvida com o Zayn e sei que dentro de um mês podes ser adoptada… ou não. Agora diz-me, a Rosalie e o Charles aceitam a essa vossa relação amorosa? Ou para eles, vocês fazem o teatro de irmãozinhos? – Naquele momento foi como o meu mundo inteiro desabasse.

 

Ele sabia. Ele sabia e isso não significava nada de bom. – Deviam ter mais cuidado com os sítios que escolhem para estarem juntos.

 

- Danny sai daqui... Já disseste o que tinhas a dizer, agora por favor eu quero continuar o que estava a fazer. – As minhas palavras saíram um tanto ou quanto atrapalhadas, mas tinha a firme certeza que tinha sido clara.

 

- Não vale a pena estares assim, Colbie. Eu não faço intenções de espalhar isto pela cidade inteira mas, posso usar isto a meu favor quando mais precisar. – Fechei os olhos à medida que ouvia a sua voz. – Não te devias preocupar comigo, durante as próximas semanas serei o menor dos teus problemas. Adeus Colbie, continuação de bom jantar.

 

Fechei a porta e encostei-me à mesma. Respirei fundo repetidamente, tentando acalmar-me para voltar à sala de jantar nas melhores condições. Quando me senti minimamente preparada, voltei a ocupar o lugar na mesa de jantar. A cabeça de Zayn mantinha-se na mesma posição que se encontrava quando abandonei a sala de jantar mas, os talheres voltavam ocupar as suas mãos. Harry olhou-me de maneira preocupada mas esforçou-se para manter a conversa.

 

- O que é que ele queria, querida? – Foi a voz de Rose que perguntou o que, todos ou quase todos, desejavam saber.

 

- Entregar um recado que a prima dele me queria dar por causa de um trabalho. – Odiava mentir, principalmente a Rose e a Charles mas aquela tinha sido a melhor desculpa que podia ter encontrado.

 

O jantar terminou cerca de meia hora depois, e durante o que restou do mesmo a minha voz não preencheu o ar muitas vezes. Harry esforçava-se para que Zayn não desse “bandeira” e descrevia alguns momentos do jogo pedindo sempre a sua colaboração.

 

(…)

 

- Adeus tia, obrigada pelo jantar. Estava delicioso como sempre, e obrigada por ter feito o bolo de bolacha. – Harry despedia-se de Rose e Charles, agradecendo-lhe todo o carinho. – Adeus tio, e já sabe tem de ir ver o nosso próximo jogo.

 

- Oh meu querido, desde criança que aquele bolo é o teu favorito e não me custa nada dar-te uns mimos de vez em quando. – Respondeu-lhe Rose.

 

(…)

 

Com alguma insistência da minha parte, acabei por lavar a loiça do jantar. Rosalie bem tentou insistir dizendo que era muita e que era melhor coloca-la na máquina de lavar. Não aceitei e pouco tempo depois, Rose e Charles dirigiram-se para o seu quarto. Lavar e limpar a loiça mantinha a minha cabeça ocupada, caso não o fizesse o mais provável era desabar completamente. Zayn assim que o jantar terminou, com a desculpa que estava descansado por causa do jogo, dirigiu-se para o quarto.

 

Eram duas da manhã quando acabei de arrumar a loiça nos armários e me dirigi escadas acima para o meu quarto. Assim que acabei de vestir o pijama sentei-me na cama e passei as mãos pela cara. Aquilo não me estava a acontecer. Eu precisava de saber se Zayn estava magoado comigo. Tinha de lhe explicar que não tivera outra alternativa a não ser falar com Danny, pois Rose e Charles não sabiam que ele era o responsável pelo passado sofrimento do filho. Assim que senti as lágrimas a marejarem-me os meus olhos, abandonei o quarto e segui até ao de Zayn. Bati levemente à porta e a sua voz rouca deu-me permissão para entrar. Reparei que a cama ainda não tinha sido desfeita e o tapete do quarto estava totalmente desalinhado – sinal que, desde que chegara ao quarto, Zayn tinha andando de um lado para o outro. Assim que os olhos avelã de Zayn encararam os meus olhos verdes, senti pequenas gotas de água brotarem dos mesmos e percorrem o meu rosto. Em menos de nada, o meu corpo era apertado carinhosamente pelos braços de Zayn. Uma das mãos continuava a exercer força sobre as minhas costas enquanto outra afagava os meus cabelos. Assim que todo o meu corpo parou de tremer e que as lágrimas cessaram, Zayn pegou-me na mão e deitou-se sob a cama. Aconcheguei-me no seu peito desnudo, e mais uma vez o moreno para me acalmar mexeu-me cabelo. Deixamo-nos estar assim durante algum tempo, até que ele tomou coragem e perguntou:

 

- O que é que ele queria?

 

- Ele sabe de nós, Zayn. Ele sabe… - assim que proferi estas palavras, o choro voltou.

Seg | 23.07.12

Orgulho ♥

Há exatamente dois anos atrás, nesta precisa hora em que o post está a ser publicado formava-se uma das minhas bandas favoritas: One Direction. É óptimo acompanhar os vossos sucessos, as vossas brincadeiras e o vosso dia-a-dia. São a prova que em dois anos é possível a concretização de muitos sonhos, é possível criar uma amizade que vos unirá para sempre. A única palavra que tenho para eles é : ORGULHO!

 

E hoje, parece que a palavra do dia é orgulho. O Diogo ontem foi absolutamente perfeito, para mim foi a melhor gala dele e a minha atuação preferida foi a Chaga dos Ornatos Violeta. Para mim, independentemente do resultado do próximo domingo ele é o VENCEDOR!
Sab | 21.07.12

Before you leave me - Capítulo XII

Novo capítulo, não está nada de especial mas espero que gostem. Obrigada!

- Mas Niall está na cara que tu gostas dela … - Tentava elucidar Niall para o facto de toda a gente ter percebido que ele gostava de Mary, mas as minhas tentativas tinham saído quase todas furadas.

 

- Agora percebo porque é que tu e o Zayn se dão tão bem … ambos são chatos, teimosos e como se não bastasse têm as mesmas ideias erradas na cabeça. – Niall, à medida que caminhava ia enumerando todas as características comuns que encontrava entre mim e Zayn. – Por falar nele, as coisas entre vocês estão bem?

 

- Sim loirinho, estão cada vez melhor … - Foi impossível não sorrir.

 

- Oh minha Colbie linda, - o braço direito de Niall envolveu os meus ombros e juntou o meu corpo ao dele num gesto amigável – gosto tanto de te ver com esse sorriso. Notasse a milhas que vocês gostam imenso um do outro, é bom voltar a ver o “antigo Zayn”.

 

- Esperemos que tudo continue assim, Niall. A cada dia que passa o Zayn mostra-me um lado novo dele, um lado que me faz gostar ainda mais da pessoa que ele é.

 

- Isso é porque tu estás apaixonada pelo Zayn, e não lhe vês defeitos… É bom estar assim.

 

- Não é por gostar mais ou menos que eu deixo de ver os defeitos das pessoas, o Zayn continua a ser: um teimoso, mal-humorado pela manhã, rabugento quando está com sono ou mais bêbedo que o normal… - O facto de estar apaixonada por Zayn não me impedia de reconhecer os seus defeito mas, pensando melhor assunto, eram esses mesmos defeitos que o tornavam único.

 

- Sim, ele é a pessoa mais rabugenta que conheço quando está com sono. – Niall sorriu depois de confirmar as minhas suspeitas. – Têm conseguido estar juntos em casa?

 

- Quando chegamos da escola temos algum tempo porque a Rosalie e o Charles ainda estão no trabalho mas depois disso só a meio da noite quando ele foge para o meu quarto ou eu para o dele. – Sorri ao relembrar uma das madrugadas em que Zayn quase ia sendo apanhado. – Hey, eu conheço essa cara menino Niall. Nós apenas dormimos, não fazemos nada que essa cabecinha perversa possa imaginar.

 

- Eu não disse nada, – Os braços de Niall ergueram-se no ar manifestando um ar de inocente – agora vamos que o jogo de basket está quase a começar e o Zayn se não te vê antes do jogo ainda fica marado.

 

- Cala-te óh, - o meu punho viajou até ao antebraço de Niall dando-lhe um murro nada violento – tu não queres é deixar a Mary muito tempo à espera.

 

Seguimos entre brincadeiras até ao pavilhão desportivo da escola, local onde se ia realizar o terceiro encontro de basquetebol da época escolar. Uma vitória garantia a passagem às regionais e tudo parecia indicar para um jogo dificil mas a escola toda depositava bastante confiança nos meninos que a representavam. O pavilhão estava quase repleto e foi difícil encontrar Mary no meio da multidão, mas assim que avistamos a rapariga de cabelos negros o sorriso de Niall rasgou-se totalmente.

 

- Hey Mary, - cumprimentei-a com um beijo na bochecha e ocupei o lugar que esta me tinha reservado – chegamos muito atrasados?

 

- Não, eles devem estar aí a aparecer para fazer o aquecimento … A outra equipa acabou agora mesmo de recolher aos balneários. – Assim que Mary terminou a sua explicação, Niall brindou-a com um pequeno e carinhoso beijo na testa e a rapariga que se encontrava do meu lado não conseguiu disfarçar o embaraço que sentiu pois o tom da sua face tornou-se rosada.

 

Tal como Mary previra, Zayn, Harry e a restante equipa ocuparam o campo poucos minutos depois, sendo recebidos com uma enorme maré de aplausos e muitos gritos de incentivo. Às ordens do treinador os elementos da equipa agruparam-se dois a dois e deram três voltas ao campo, durante as mesmas os olhos de Zayn percorreram as bancadas. Vários exercícios de aquecimento se seguiram e o primeiro a descobrir onde estávamos foi Harry. Harry sorriu-nos e depois de ajeitar os caracóis rebeldes acenou-nos, retribuímos-lhe a simpatia e segundos depois vimos Zayn depositar um calduço no amigo. Ao soar do apito a equipa recolheu, ao som de aplausos, aos balneários. Minutos depois o meu telemóvel vibrou, avisando-me que Zayn tinha mandado uma mensagem: “ Anda ter comigo atrás do pavilhão. Preciso de um beijinho de boa sorte. Adoro-te. Zayn”. Desocupei o meu lugar assim que acabei de ler a sua mensagem e a voz de Mary interrompeu-me os movimentos:

 

- Oh jeitosa, onde pensas que vais? – Tinha quase a certeza que Mary sabia para onde me dirigia.

 

Resolvi “picá-la”: - Eu já volto, pombinhos. Isto de fazer de vela tem que se lhe diga.

 

(…)

 

O equipamento azul-escuro tornava o corpo moreno de Zayn ainda mais esbelto e assim que os seus olhos castanhos encontraram os meus pude presenciar aquilo que mais desejava, um sorriso da sua parte. Caminhei a passos largos até ao seu encontro e assim que os nossos corpos estavam suficientemente perto as suas mãos apertaram-me contra si. O facto de Zayn ser mais alto que eu deixava-me em desvantagem mas tornava a situação mais carinhosa. Não foi preciso muito para que os nossos lábios se tocassem e as nossas línguas entrassem numa brincadeira.

 

- Já tinha saudades tuas. – Confidenciou-me enquanto uma das suas mãos enrolava um dos meus caracóis.

 

- Eu também tinha saudades tuas, - senti uma espécie de borboletas a invadir o meu estômago enquanto os meus braços ladeavam o corpo de Zayn, aproximando-o do meu. – A que horas é que é o jogo?

 

- Temos de entrar em campo às três e meia, mas o mister ainda quer falar connosco no balneário. – Esclareceu-me.

 

Olhei para o relógio que envergava no pulso e ao constatar que eram três e vinte e três, fiquei um pouco assustada: - Zayn tu não devias estar aqui, o vosso treinador já deve andar à tua procura para reunir a equipa e …

 

Fui interrompida pelos lábios carnudos que tão bem conhecia e que tão bem se sincronizavam com os meus, depois do beijo a voz rouca de Zayn fez-se ouvir: - Calma amor, o Harry ficou de lhe dizer que eu vinha entregar a folha dos jogadores ao mister da outra equipa. Está tudo controlado. – Depois de falar e de me sorrir os seus lábios voltaram ao único sítio onde encaixavam perfeitamente, aos meus.

 

- Zayn tem de ser, tens mesmo de i r... – Lamentei-me contra os seus lábios.

 

- Eu sei, - bufou um pouco frustrado à medida que os nossos corpos se voltavam a separar e nos encaminhávamos para a parte lateral do edifício desportivo, local onde se situavam a porta de entrada das equipas para os respectivos balneários e as escadas de acesso às bancadas – todos os cestos que marcar são para ti.

 

- Diz-me algo que eu não soubesse, óh .

 

- Olha a menina Colbie a tornar-se convencida. – O tom de gozo foi notório na sua voz.

 

- Até posso ser convencida mas, sou a tua convencida. – Dei entoação à palavra que me tornava “propriedade” de Zayn, e vi-o sorrir e voltar a abraçar-me.

 

- Tenho de ir … - Com um beijo curto e carinhoso nos lábios Zayn despediu-se e seguiu para a porta dos balneários, fiquei o tempo suficiente para o ver entrar e quando subi os primeiros dois degraus em direcção à porta das bancadas, voltei a ouvir a sua voz entoar o meu nome. Voltei ao seu encontro e sem demoras as nossas bocas encaixaram como se fossem uma só. Foi, talvez, o beijo mais apaixonado que ambos tínhamos trocado. – Este sim, foi o meu beijo de boa sorte.

 

- Zayn, despacha-te óh anormal … Se demorares mais dois segundos o mister tem algum ataque. – Harry apareceu à porta dos balneários tentando transparecer uma voz furiosa para com Zayn.

 

- Boa sorte, príncipe. – Sussurrei para Zayn e este depois de me sorrir foi ao encontro de Harry, consegui ainda gritar: - Boa sorte, Boo.

 

- Obrigada ‘Bie. – gritou Harry entrando novamente nos balneários, a correr, seguido de Zayn.

 

Voltei ao meu lugar bastante animada, quando me sentei as equipas entraram em campo. Zayn e Harry jogavam de início, o que me deixou bastante satisfeita. Durante todo o jogo, mantive um sorriso estampado na cara. Mal eu sabia que, os minutos que eu e Zayn tínhamos partilhado atrás daquele pavilhão não tinham sido, única e exclusivamente vividos por nós…

 

Qua | 18.07.12

Double-Shot - O rapaz da porta ao lado. #Parte 2

Obrigada por todos os comentários recebidos na primeira parte. Espero que gostem ainda mais desta última metade. Gostam deste tipo de histórias? Como sabem, já realizei uma one-shot com o Louis e esta double é com o Harry. Não sei se faço mais alguma com outro membro dos One Direction. Sem mais demoras, deixo-vos a segunda metade. Espero que gostem.

 

Na parte anterior:

No preciso momento em que a porta de entrada se fechou e o novo cliente deu dois passos, Megan embateu contra o mesmo, acabando sentada no chão. Joanne, automaticamente pulou do banco em que estava sentada e dirigiu-se a passo apressado ao encontro da irmã.

 

O Rapaz da Porta ao Lado - Parte 2

 

- “Decupa” Harry, eu não te vi. – Pediu Megan ao mesmo tempo que o rapaz à sua frente a colocava novamente em pé, ajeitando-lhe o vestido.

 

- Não tem mal, pequenina. Eu também não te vi mas, aleijei-te? – Tudo o que Harry menos queria era ter provocado algum dano na menina que costumava brincar na casa em frente à sua.

 

- Não, eu ‘tou …

 

- Megan, óh Megan estás bem? Aleijas-te, meu amor? Quantas vezes já te disseram para não andares a correr feita maluca aqui na loja? Hum? – Joanne aproximou-se da irmã e do desconhecido contra quem ela tinha batido.

 

- “Shim” mana, eu estou bem. O Harry ajudou-me a levantar. – Joanne olhou, finalmente para a pessoa contra quem Megan tinha batido. Era um rapaz, por sinal chamava-se Harry e Megan conhecia-o. Pela primeira vez, Joanne olhou Harry nos olhos e pode ser dito que se perdeu nos mesmos. Eram incrivelmente bonitos, de um verde-esmeralda que nunca tinha visto. O rapaz que se encontrava à sua frente possuía um rosto bonito, e os cabelos castanhos levemente encaracolados quase à frente dos olhos funcionavam como uma moldura perfeita para um quadro de igual qualidade.

 

- Oh … - foi a única coisa que Joanne conseguiu dizer depois de ver Harry sorrir-lhe e, finalmente conseguir parar de encará-lo – E já pediste desculpa ao Harry?

 

- “Shim”, não já pedi Harry? – Perguntou a menina, pedindo indirectamente que Harry confirmasse o que tinha acontecido e tentando trazer novamente a atenção do rapaz para si, visto que este agora encarava Joanne.

 

Harry tinha ficado espantado, se Megan era sua vizinha e a rapariga que viera ao seu encontro era sua irmã então também eram vizinhos. Como era possível nunca se terem encontrado antes? Na pior das hipóteses, já se tinham encontrado e Harry não tinha reparado naquela rapariga. Não, não era possível. Harry reparava sempre, especialmente em raparigas bonitas.

 

- Pediste sim senhora, - confirmou Harry brindando a pequena com um sorriso – mas a tua irmã – Harry colocou-se de cócoras e em tom baixo perguntou a Megan o nome da irmã e depois de receber a sua resposta voltou à posição original, olhando Joanne – Joanne tem razão, não devias correr aqui na loja. Imagina que não era eu que entrava naquele momento, podias-te ter aleijado a sério. Prometes ao Harry e à tua irmã que não voltas a correr na loja?

 

- Está prometido. – Megan olhou mais uma vez para os dois adolescentes que se encontravam ao seu lado e num ato espontâneo foi ao encontro de William, deixando-os sozinhos.

 

- Desculpa esta situação toda, a minha irmã é uma distraída e devia ter tomado mais cuidado. – Desculpou-se Joanne um pouco envergonhada pois Harry continuava a observá-la.

 

- Não tem problema nenhum, não te preocupes. – As mãos de Harry encontravam-se agora no bolso dos calções azuis e brancos que envergava.

 

- Desculpa perguntar-te isto mas, de onde conheces a minha irmã?

 

Harry sorriu ao notar a preocupação de Joanne: - Ao que parece, nós somos vizinhos. No dia em que chegamos a Megan e a tua mãe foram lá a casa entregar um cabaz de boas vindas e apresentarem-se.

 

- Oh … então tu és o filho dos meus novos vizinhos. – Concluiu.

 

- É, parece que sim – os dois jovens sorriram um para o outro – bem, não sei se já conheces mas aquele ali – Harry apontou para o homem que Joanne tinha identificado anteriormente como o seu vizinho – é o meu padrasto e também um dos teus novos vizinhos.

 

- Sim, acho que dos novos vizinhos eras o único que não conhecia.

 

- Costumam dizer que o melhor vem sempre no fim. – Harry sorriu, e Joanne gostou do modo um tanto irónico e convencido que Harry tinha utilizado. – O meu padrasto está a chamar, espero ver-te em breve Joanne.

 

- Eu também, Harry. – Harry sorriu uma vez mais e sentou-se ao lado do padrasto.

 

Joanne seguiu o seu caminho até ao balcão onde já tinha a sua garrafa de água, verteu o conteúdo para um copo com gelo e calmamente ingeriu o aquele líquido refrescante. Rose aproximou-se de Joanne e estiveram algum tempo a conversar, por vezes, Joanne apanhava Harry a olhar para si e sorria-lhe. A rapariga também não era inocente e, Harry também notou que era observado várias vezes.

 

- Bem Rose, acho que está na hora de eu e a Megan irmos embora. – Joanne pegou na sua carteira e retirou duas moedas para pagar a água, entregando-as à dona da loja. Megan chegou nesse mesmo instante perto de Joanne, e despediu-se de Rose dando-lhe um beijo delicado na bochecha. – Adeus Rose.

 

- Adeus meninas.

 

Joanne abriu a porta e cedeu passagem a Megan que ia toda contente com um saco recheado de gomas nas mãos. Antes de sair do estabelecimento e colocar os seus óculos de sol na cara, Joanne lançou um último olhar a uma mesa em específico. O rapaz dos cabelos encaracolados sorriu-lhe, um sorriso diferente de todos os outros que tinham trocado naquela tarde, um sorriso mais aberto – talvez por perceber que Joanne o tinha procurado uma última vez.

Joanne e Megan caminharam até casa envolvidas num silêncio pouco constrangedor, apenas interrompido pelo barulho provocado pelas mãos de Megan a embater contra o saco de plástico que transportavam as gomas. Joanne vinha com a cabeça longe, no seu novo vizinho.

 

- Queres uma goma, mana?

 

- Não princesa, come tu. A mana não está com muita vontade de gomas.

 

- Gostaste do meu amigo Harry? – Porque é que Megan não tinha continuado aquele silêncio, porquê? – Eu acho que gostaste, e ele também gostou muito de ti.

 

- Ai sim? E como é que tu sabes, minha espertalhona? – Joanne levou o dedo indicador ao narizinho da sua irmã ao mesmo tempo que falava.

 

- Antes de ir ter contigo para virmos embora, passei pela mesa do Harry e sabes o que ele me disse? – Megan não deixou que Joanne lhe respondesse, não era essa a sua intenção. – Disse-me que já sabia porque é que eu era tão bonita, porque saía à minha irmã mais velha.

 

Joanne nada disse, o facto de Harry a ter achado bonita tinha despertado em si sensações novas. O seu estômago parecia ter diminuído de tamanho, e tinha-se formado um nó na sua garganta que não permitia que Joanne falasse. A rapariga de cabelos negros apenas sorriu. Talvez nos próximos dias fizesse uma visita aos novos vizinhos, aproveitando para se apresentar em condições… e ver o rapaz da porta ao lado. 

Ter | 17.07.12

Um filme, uma manta #3

Qualquer filme que envolva dança e música eu adoro. Alguém já viu este filme e me pode recomendar filmes do mesmo género?

Seg | 16.07.12

Double-Shot - O rapaz da porta ao lado. #Parte 1

Se quiserem ouvir com esta música, estão à vontade.

Joanne trazia a irmã mais nova pela mão, que teimava a caminhar a passo lento pois o calor abrasador que se fazia sentir na cidade não ajudava muito à preguiça de Megan. Os seus pais não se encontravam em casa, estavam a fazer mais um dos enormes turnos diários no Hospital Central, o que tornava Joanne responsável pela sua adorável pequena.

 

- Megan, tenta andar só um bocadinho mais rápido estamos quase a chegar a casa. - Reclamou Joanne pela segunda vez.

 

- Já disseste isso – antes de continuar, Megan consultou o seu relógio cor-de-rosa que envergava no pulso – à cinco minutos atrás e a verdade é que nunca mais chegamos. Ainda falta muito?

 

- Quem te ouvir vai pensar que não sabes a casa onde moras, Megan. Vês a loja de gomas da senhora Rose, – Joanne esticou o braço e com o indicador apontou para uma loja rústica que as irmãs tão bem conheciam – só temos de atravessar a rua e estamos em casa.

 

- Podemos passar para dar um beijinho à senhora Rose? – Megan queria mais do que um beijinho, disso Joanne não duvidava.

 

 

- Sim, cumprimentamos a senhora Rose e compramos uma garrafa de água – disse-lhe a irmã mais velha, aproveitando para acelerar o passo e prender a mão da irmã contra a sua – deves estar com sede, amor.

 

A pequena confirmou a suspeita da irmã e rapidamente bradou: - Eu tenho aqui dinheiro que a mãe deu por isso tu compras a água e eu gominhas para as duas. “Shim? “

 

- Sim meu anjo, como tu quiseres. – Não custava nada fazer a irmã feliz.

 

Não demoraram nada a chegar à loja de gomas, Megan tinha acelerado o passo e tudo se tornou mais fácil. Quando entraram na loja um vento agradável chegou à cara de Joanne, como era reconfortante estar num estabelecimento com ar condicionado. Megan soltou a mão da irmã mais velha e correu desenfreadamente entre os clientes até chegar a Rose, a dona da loja.

Por sua vez, Joanne retirou os óculos de sol que protegiam os seus olhos negros da radiação solar intensa e aproveitou para dar um jeito na sua trança, que prendia o seu cabelo escuro. A loja estava cheia, várias pessoas estavam ao balcão pois mesas disponíveis não havia e quase todas elas se encontravam com latas de refrigerantes vazias, garrafas de água no mesmo estado e copos com gelo quase líquido. Uma senhora abandonou a loja, o que permitiu a Joane ocupar o seu lugar perto do balcão sendo de imediato atendida pelo marido de Rose, William.

 

- Boa tarde, minha querida. Está um calor insuportável não está? – Cumprimentou-a o senhor de bigodes afáveis.

- Está mesmo senhor William, mal se pode andar na rua. – Constatou Joanne, sorrindo.

 

- E a sua pequena? Já tenho saudades dela e ainda ontem cá esteve com o seu pai. – William e Rose acarinhavam bastante Megan, considerando-a a neta que nunca tiveram.

 

- Mal entrou na loja correu logo para os braços da sua senhora, agora das duas, uma: ou está de volta das gomas a escolher o enorme saco que vai levar para casa, ou está metida na cozinha.

 

William limitou-se a sorrir percebendo de imediato que Joanne tinha razão: - Aquela garota é um mimo e é tão bonita. Imagino a quantidade de rapazes que andam atrás dela no infantário.

 

- É um namorado novo todos os dias, enfim … crianças.

 

- O que importa é que é uma menina saudável e cheia de alegria. Com isto tudo nem lhe perguntei, o que vai tomar?

 

- Uma garrafa de água fresca, senhor William.

 

- Pequena ou média?

 

- Média, se faz o favor.

 

- Sem favor, menina, sem favor. – E sorrindo, retirou-se para ir buscar o pedido de Joane.

 

Joane deu uma vista de olhos pela loja, na maioria eram pessoas adultas e alguns adolescentes que a preenchiam naquele dia típico de Verão. Ter saído numa das horas de calor com Megan não fora uma boa ideia, mas tanto ela como a irmã estavam saturadas de estar fechadas em casa. Tinham ficado cerca de dez minutos no parque da cidade, eram poucas as crianças que lá estavam o que tinha aborrecido Megan. Agora que reparava bem nas pessoas que se encontravam na loja, reconheceu o seu novo vizinho. Conhecia-o apenas de vista, pois no dia em que ele e a família chegaram, Joanne não estava em casa e por isso não foi fazer a “típica” recepção: oferecer um cabaz de boas-vindas e apresentar-se. Sabia que era casado com uma senhora de nome Anne e ambos tinham um filho, da mesma idade que Joanne. Não o conhecia, nunca foram apresentados e por estranho que parecesse nunca lhe tinha posto “a vista em cima”. O riso da sua pequena irrompeu no ar e logo atrás dela, saída da cozinha, vinha Rose também a sorrir. Enquanto Rose se dirigiu para o balcão para receber alguns pagamentos e entregar dois pedidos, Megan deu a volta e corria em direcção à irmã mais velha. No preciso momento em que a porta de entrada se fechou e o novo cliente deu dois passos, Megan embateu contra o mesmo, acabando sentada no chão. Joanne, automaticamente pulou do banco em que estava sentada e dirigiu-se a passo apressado ao encontro da irmã.

 

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Não se esqueçam, ainda falta a última parte .

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