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Sweet Nothing

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Dom | 17.10.10

Don't stop dreaming - Capítulo #38 [Segunda Parte]

Olá leitores, sim é verdade. Andei desaparecida no que toca aos capítulos mas como devem saber,(pelos posts até agora colocados a nível pessoal).

As coisas não anda bem, vou tentar que isto não me afecte mais, mas é super complicado. Well, falando de coisas melhores, vou tentar postar mais vezes esta semana, talvez quarta e sexta feira há tarde, mas mais uma vez não prometo nada, tudo depende.

 

Don't Stop Dreaming - Capítulo #38 [Segunda Parte]

 

Eu tinha o nos meus braços. A razão pela qual estivemos separados, já não era nenhum mistério e agora acabava por perceber tudo. Estava tudo, preto no branco. Por impulso, por pena e por carinho, tinha me levantado do sítio onde anteriormente estava, corri para os braços dele, acariciando-o, com toda a vontade. Os seus braços estavam presos nas minhas costas e os meus braços entrelaçavam o seu pescoço, tinha a cabeça apoiada nos seus ombros, e com os olhos fechados chorava. Chorava de alegria por estar a viver aquele momento e saber que era real, e de tristeza por perceber que o culpei por coisas que ele não merecia, acusei-o de ser mau irmão quando era o melhor irmão do mundo com todas as letras. Estávamos assim já há algum tempo, dez minutos, vinte, trinta passaram mas eu sentia-me bem, ali, com ele. Baixei o meu rosto, a minha cara agora estava apoiada no seu peito, e ele afagava-me o cabelo. A minha memória viajava a cada toque seu, como era possível a memória humana guardar momentos longínquos, e tão bons. Deixamonos estar assim por mais alguns minutos, eu tinha-o perdoado. Afinal, pode-se perdoar quem nunca nos fez mal, quando anteriormente era isso que pensávamos? As lágrimas, pararam de descer o meu rosto, e Richard pousou os seus olhos nos meus. O seu olhar castanho chocolate, já não estava embaciado, Richard também já tinha controlado as lágrimas, sorriu levemente o que me fez tranquilizar .

 

Richard: Anne, minha Anne , desculp...

 

Anne: Shh, já passou eu é que devia pedir desculpa - abracei-o ainda mais. - Não digas nada, abraça-me e perdoa-me.

 

Richard: Perdoa-me tu, e volta a ser a minha maninha pequenina.

 

Anne: Lá no fundo, sempre o fui.  - disse e deixei-me envolver pelo silêncio .

 

Pouco depois levantei-me e fui em direcção há janela do quarto, onde antes tinha estado apoiada. Encarei a noite, já devia ir longa mas como tinha perdido a noção do tempo não podia precisar as horas. Voltei a reflectir sobre tudo o que se tinha passado naquele dia, e as imagens do acidente voltavam, por estranho que pareça as lágrimas não invadiam o meu olhar, simplesmente um sorriso se formava. Porque? Porque, depois destes flashbacks, as palavras, a explicação que tinha procurado nestes anos enchia-me a cabeça e eu voltava a perceber tudo. Agora eu podia comparar aquilo, como se de um problema matemático se tratasse. Tinha tentado de tudo para resolvê-lo, e só quando fui ver as soluções é que tinha percebido como aquilo se fazia. Richard, também se tinha levantado mas antes de ir para o meu lado, foi até ao fim do quarto e sentou-se ao piano. Aquele piano preto, que um dia fora o nosso piano, os nossos primeiros passos na música.

 

Richard: Sabes, todos os dias desde que me fui embora, vinha tocar no piano. Tem uma parte tua, era o único lugar onde me sentia bem, mesmo que só fossem dois minutos. - virou-se para mim e lançou-me um sorriso que depressa retribui. - Porque é que nunca mais tocaste?

 

Anne: Cada vez que tentava, lembrava-me de ti e não conseguia. A minha cabeça enchia-se de momentos, momentos bons. Depois perdia a vontade e não tocava. Nos primeiros dias, ainda tentava, passadas algumas semanas já nem para o piano olhava. - disse com alguma tristeza.

 

Richard: Por isso é que o piano veio ter comigo, os pais mandaram-no para Los Angeles. A Abbie uma vez bateu com a cabeça nele - disse com divertimento na voz.

 

Anne: A Abbie costumava falar-me de ti, ás vezes eu tentava perguntar-lhe indirectamente, mas ela adiantava-se sempre. - comecei a pensar nas nossas conversas, e depois apercebi-me. Será que ela sabia de tudo? - Richard, a Abbie sabia disto tudo?

 

Richard: Não, ninguém sabia. Só eu, a mãe, o pai e a tia. A mãe teve de lhe contar, e ela foi muito simpática e acedeu logo. É a nossa melhor tia acredita.

 

Voltei a encarar a noite, as estrelas completavam o céu, lá ao longe. Comecei a brincar com elas, a tentar encontrar um grupo que formasse uma imagem, mas sem sucesso. Comecei a trautear a música que Edward me tinha feito, lembrava-me de todas as palavras e tinham muito significado para mim. Sabia cada palavra, Edward dera-me uma folha com a letra e essa estava colocada num quadro de cortiça onde tinhas as minhas coisas. Edward ... ele ainda não sabia de nada disto. Aliás ninguém sabia, mas eu ia fazê-lo.

Ia explicar-lhe tudo, e no fim sabia que não iria chorar. Agora estava completa. Richard, levantou-se para procurar umas folhas e fiquei a vê-lo. O sono apoderou-se de mim, mas não tinha vontade de sair do seu lado, agora, estar nas mesmas quatro paredes não me metia impressão, mas sim felicidade. Richard apercebeu-se do meu estado sonolento e fez sinal para que eu me deitasse na sua cama, dirigi-me para lá e deixei-me cair no colchão. Richard deitou-se a meu lado e desligou a luz do quarto, começou a mexer-me no cabelo, daqui a pouco já estaria a dormir.


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