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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Qua | 12.09.12

Before you leave me - Capítulo XIV

Peço imensa desculpa por ter demorado tanto tempo. tentei fazer um capítulo que desse um novo interesse à história. Quanto às One-Shots que ainda me faltam escrever e publicar, espero conseguir fazê-las até dia 17. Comentem o capítulo por favor, preciso de saber se ainda gostam da história.

(Zayn)

A noite não tinha sido das melhores a nível de descanso: Colbie, tinha ficado comigo no quarto e depois de se acalmar um pouco conseguiu adormecer porém, acordava quase de meia em meia hora com pesadelos ou a chorar. “Matava-me” vê-la assim: Colbie estava num estado de nervosismo tal que, qualquer barulho proveniente da rua (um simples miar de um gato ou um carro a maior velocidade) a fazia tremer da cabeça aos pés. Escusado será dizer que não preguei olho a noite inteira, estava realmente preocupado com a conversa de Danny. Não que lhe tivesse medo, ele não se atreveria a tocar-me e caso o fizesse não levaria a melhor. O meu íntimo apenas estava preocupado com Colbie. Colbie, quando comparada com a maldade de Danny, era totalmente indefesa. Qualquer pessoa da cidade sabia perfeitamente do que Daniel era capaz mas, apesar de todos os avisos possíveis Colbie não fazia a mínima ideia do que a poderia esperar. Enquanto observava Colbie a dormir, recordei alguns dos momentos que tinha passado com ela: desde que a vi pela primeira vez – na qual não fui totalmente correcto – passando pelo momento da tarde anterior, onde tinha finalmente percebido o que sentia por ela. Eu amava-a e disso tinha a certeza, independentemente do “pouco” tempo que tínhamos partilhado, eu era louco por ela.

 

(…)

- Bom dia, mãe. – Saudei a minha mãe com um beijo na bochecha esquerda, assim que entrei na cozinha para tomar o pequeno-almoço.

 

- Bom dia meu filho! Credo Zayn, tens uma cara de sono horrível … - lancei-lhe um sorriso trocista – Não pregaste olho a noite inteira, pois não?

 

- Não, nada mesmo. Se dormi uma meia hora foi muito mas eu estou bem. – Peguei num copo de leite frio e comecei a comer as minhas bolachas de chocolate.

 

- Ainda por cima, hoje é o dia em que tens mais aulas … Sabes se a Colbie já acordou?

 

- Acho que sim mãe, pelo menos eu ouvi barulho no quarto dela quando estava a descer. – Mal terminei as minhas palavras Colbie apareceu na cozinha, com uma cara visivelmente cansada mas, igualmente bonita. – Aqui está ela. Bom dia, Colbie.

 

- Bom dia, Zayn. Bom dia, Rose. – Colbie colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e lançou um sorriso algo forçado.

 

- Bom dia querida! Bem, vocês os dois passaram uma noite horrível hoje. Tu também não dormiste muito, pois não? – A capacidade que a minha mãe tinha em perceber o que se passava comigo ou com Colbie, só ao olhar para nós, assustava-me e de certo modo deixava-me preocupado: como é que ela não tinha percebido o que se passava entre mim e a Colbie? Afinal de contas, nós andávamos a enganá-la. A ela e a Charles, duas das pessoas mais importantes na minha vida.

 

- Não muito, mas logo descanso Rose. – Colbie pegou num iogurte liquido e” roubou-me” duas bolachas, enquanto conversava animadamente com Rose.  Pouco tempo depois, a minha mãe despediu-se de nós e foi para o trabalho. Assim que a porta principal fechou, larguei o copo na banca e aproximei-me de Colbie. As minhas mãos entrelaçaram-se atrás das suas costas e olhei-a directamente. Os seus olhos transmitiam-me um estado de preocupação tão grande capaz de fazer o meu coração mirrar. Como se adivinhasse o que lhe iria perguntar, Colbie adiantou-se: - Eu estou bem, Zayn.

 

- Mas estás preocupadíssima com o que o Danny pode fazer e eu não te quero nesse estado de ansiedade. – Vi que tinha razão no que tinha acabado de dizer assim que a rapariga diante de mim, baixou o rosto e encarou o chão. – Olha para mim. – Colbie assentiu ao meu pedido. – O Danny não vai dizer nada enquanto não tiver um motivo muito forte para o fazer. Neste momento e nos próximos tempos ele não vai abrir a boca…

 

- Como podes ter tanta certeza?

 

- Pensa comigo: o Danny ganhava mais em dizer já a toda a gente mas não, ele preferiu vir avisar-te que sabia. Ele nunca primou pela inteligência mas, acredita em mim. Ele não dizer nada.

Colbie permaneceu calada durante algum tempo, deixando-me bastante nervoso. Os seus olhos verdes aos poucos começavam a ganhar o brilho habitual – apesar de todo o cansaço – e as suas mãos viajaram para o meu pescoço. Os seus lábios macios colaram-se aos meus, e depois daquele momento maravilhoso tivemos de regressar à realidade.

 

(…)

 

O dia correu normalmente, e durante o intervalo do almoço eu e Colbie explicamos o que se tinha passado a Niall, Harry e a Mary. Colbie andou nervosa o dia todo mas, acabou por se acalmar assim que se deu conta que Danny não tinha ido às aulas.

 

- Meu, se aquele “gajo” se aproxima da Colbie ou lhe faz alguma coisa … Eu acho que lhe dou uma sova que ele não sabe distinguir um burro de um cavalo.  – Harry, eu e Niall caminhávamos em direcção ao pavilhão de aulas e o loiro do grupo manifestava o seu apoio à situação que eu e Colbie enfrentávamos.

 

- Niall, mesmo antes de lhe dares a sova tenho as minhas dúvidas se ele consegue distinguir um burro de um cavalo. – Harry, ao constatar o óbvio, levou-nos a rir e a tornar o ambiente menos pesado. – Zayn, eu nunca te perguntei isto mas … tu gostas mesmo da Colbie, não gostas?

 

- Gosto, meu. Acho que gosto dela como nunca gostei de ninguém … - depois de algum tempo a reflectir no que iria dizer e na intensidade que as minhas palavras teriam, dei a demonstrar aos meus dois melhores amigos o quanto gostava de Colbie: - Eu amo a Colbie muito mais do que amava a Kate.

 

(…)

 

Depois da escola, eu e Colbie seguíamos juntos para casa quando tive uma ideia. Daquele dia não podia passar, eu ia dizer-lhe. Eu ia dizer-lhe finalmente a palavra “amo-te”. Não era de agora, mas o momento nunca me tinha parecido tão acertado.

 

- Zayn, onde vamos? – Perguntou-me pela quarta vez, depois de termos seguido um caminho diferente do habitual.

 

- Calma meu anjo, em menos de nada estamos lá. – Assegurei-lhe.

 

- Mas lá aonde? – Coloquei-me atrás do seu corpo e tapei-lhe os olhos com as mãos. – Zayn, o que estás a fazer?

 

- A tapar-te os olhos, minha parva. – Brinquei. – Agora, continua a andar em frente. – Ela e para minha surpresa, sem reclamar, fez o que lhe pedi e assim que chegamos ao centro do antigo parque da cidade, destapei-lhe os olhos.

 

- Já podes abrir. – Disse-lhe.

 

O parque era um tanto ou quanto grande e apesar da relva estar um pouco seca, as árvores imponentes continuavam com uma beleza misteriosa. O facto de terem muitos anos tornava-as mais belas, pelo menos aos meus olhos. O cenário que tinha diante de mim, era o meu sítio preferido desde criança e depois de terem fechado o parque, quase ninguém ou mesmo ninguém ia para aquelas bandas.

 

- Isto é lindo, Zayn. – Pela primeira vez naquele diz, Colbie sorriu verdadeiramente.

 

- Da cidade toda, é o meu sítio preferido. Sabes, foi aqui que aprendi a andar de bicicleta e parti o braço. – Levei a mão à nuca, mostrando-me envergonhado.

 

- És mesmo tonto, ninguém parte o braço na primeira vez que anda de bicicleta- gozou.

 

- Ei, eu parti e sou alguém … pelo menos eu pensava que era alguém para ti. – Embirrei, brincando.

 

- És mais do que isso, Zayn. – Colbie deu um passo em frente e entrelaçou as suas mãos nas minhas. Eram bom estar assim. – Sabes disso, não sabes?

 

- É claro que sei. – Olhamo-nos durante algum tempo, em silêncio. – Colbie, eu preciso de te dizer uma coisa …

 

- Fala… - Disse-me, e ao ver que não fazia o que me pediu, insistiu: - Zayn, estás-me a deixar enervada, fala de uma ve..

Interrompia-a, um tanto ou quanto atrapalhado: - Eu amo-te, Colbie!

 

O que tinha acabado de proferir, causou-lhe um arrepio. Como sei? Colbie encolhia-se de cada vez que se arrepiava. Os seus olhos verdes tornaram-se turvos e muito mais brilhantes. A minha mão viajou até à sua bochecha, acarinhando-a.

 

- Obrigada meu anjo! Obrigada por me acordares todas as manhãs com um sorriso na cara, obrigada por me fazeres mais feliz, obrigada por seres quem és, obrigada por te preocupares comigo, obrigada por me fazeres sorrir como louca de cada vez que olho para ti, obrigada por todos os beijos, obrigada por todos os abraços, obrigada por todos os momentos de silêncio, obrigada por todo o carinho. Obrigada por me amares. – Uma lágrima desceu pelo seu rosto. – Mas fica sabendo de uma coisa? Eu amo-te muito mais.

 

Depois daquele momento só havia uma coisa a fazer: beijá-la. E assim foi. Um beijo como nunca antes lhe tinha dado. Mal eu sabia que, no preciso momento em que aquele parque presenciava o nosso amor, a cidade via retornar um dos seus piores pesadelos.

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