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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Sex | 15.06.12

Before you leave me - Capítulo IX

Olá caros leitores, é oficial estamos de FÉRIAS! Pelo menos, eu que não tenho exames já me posso gabar de poder gozar o tão merecido descanso. Nos próximos dias, ainda devo fazer um post sobre o que aconteceu no dia de hoje ... porque neste momento ainda me encontro com a cabeça a mil depois de ouvir o que ouvi. Quanto ao capítulo, ontem perguntei-vos se queriam e ninguém respondeu. Resolvi por à mesma, aviso já que é um capítulo muito especial e sei que a maioria vai gostar do que vai acontecer. Deixem comentários ...


- Não se esqueçam que no Domingo o supermercado está fechado por isso no Sábado um de vocês ou os dois têm de ir às compras ... a lista do que é preciso está no frigorífico. – Rose já nos tinha dado mais de vinte recomendações, e pelo andar da carruagem mais se aproximavam. – Zayn, se saíres não venha muito tarde. Colbie, por favor cuida dele e também não venhas muito ...

- Mãe, calma. – Zayn colocou as mãos nos ombros de Rose para tentar acalmá-la e fazê-la parar com as recomendações e depois de o conseguir, continuou: - Nós não temos cinco anos, sabemos tomar conta de nós. Eu não vou pegar fogo à cozinha, porque é a Colbie que vai cozinhar – depois desta palavras a mão esquerda de Zayn passou do ombro de Rose para a minha cintura, aconchegando-me para perto do seu corpo. – E a casa de banho não vai ficar inundada porque eu não a vou deixar prolongar os banhos.

 

- Rose, o Zayn tem razão numa coisa: ele não vai pegar fogo à cozinha porque nem se vai aproximar do fogão. O mais certo era passarmos fome ... - disse levando Charles a rir das poucas habilidade do filho no que toca a cozinhar. – Quanto às inundações, sabes perfeitamente que isso nunca aconteceu logo, não é agora que vai acontecer. – Olhei de soslaio para Zayn e este apenas sorriu. – A sério, podem ir descansados.

 

- Vá Rose, tu ouviste-os. Eles não são crianças e sabem tomar conta deles próprios. Nada vai mudar por passarmos um fim-de-semana fora. Quando voltarmos, infelizmente, até aquela jarra horrível que a minha estimada sogra nos deu de prenda de casamento vai estar no hall de entrada para nos receber. – Charles tomou a palavra e quando se referiu à mãe de Rose caminhou para o fim do lance de escadas que dava acesso aos quartos, pegou nas malas de viagem e começou a dirigir-se para a saída. – Portem-se bem meninos, qualquer coisa liguem.

 

Eu e Zayn, rimo-nos a "bandeiras despregadas" após o comentário sobre a jarra – horrível – que se encontrava no hall. Rose despediu-se de nós, segredando-nos mais duas recomendações e saiu logo atrás de Charles, ainda a ouvimos dizer que a jarra tinha valor sentimental e que nunca se iria desfazer dela. Encaminhei-me para a cozinha, bebi um copo de água e senti Zayn surgir atrás de mim.

 

- Vou ter de ir até casa do Hazza acabar um trabalho ... mas não te queria deixar sozinha. – Zayn era o único que se referia a Harry dizendo Hazza, era uma alcunha só deles. Assim como Boo era uma alcunha que apenas eu utilizava quando me referia ao rapaz dono de um cabelo cacheado muito característico – Vens comigo?

 

Olhei para o relógio de parede: - Esqueci-me completamente ... Combinei encontrar-me com a Mary daqui a dez minutos. – Como é que eu me fui esquecer do trabalho de grupo mais importante do corrente período escolar? – Não posso ir Zayn, a Mary deve estar aí a aparecer e temos de acabar o trabalho hoje, caso contrário bem podemos dizer adeus ao valor extra no final do período.

 

- Então se não ficas sozinha vou mais descansado. Não devemos demorar muito ... - O cabelo de Zayn voltou a ser desalinhado pela sua mão esquerda, eu gostava do modo como ele ficava diferente depois de cada toque.

 

- Sim Zayn, eu sei que vocês não aguentam mais de uma hora a fazer trabalhos. – Deitei-lhe a língua de fora, era verdade. Zayn e Harry tinham uma aversão que nunca antes tinha testemunhado no que toca a trabalhos escolares. – Posso encomendar pizza para o jantar? Não me está a apetecer muito enfiar-me na cozinha depois daquele trabalho gigante.

 

- E eu a pensar que ia ter uma empregada a meu dispor, e esta já se quer livrar do trabalhinho. Patrões fora dia santo na loja, não é menina Colbie? – O sorriso trocista voltou a aparecer no rosto do moreno.

 

- Se pensaste que ia ser tua empregada durante o fim-de-semana bem te enganas, oh... - retorqui rispidamente.

 

- Hey... – Zayn largou o copo que segurava nas mãos e poisou-o na banca da cozinha, deu dois passos até ao meu alcance e as suas mãos ladearam a minha cintura. – Estava a brincar, princesa.

 

O meu corpo não deveria ceder aos encantos de elogios, não deveria tremer e ficar tão vulnerável depois de os ouvir da boca de Zayn. A verdade, a verdade é que parecia ganhar borboletas no estômago de cada vez que qualquer parte do corpo do bonito rapaz, que se encontrava à minha frente, me tocava. A minha respiração passava de um estado normal, a um estado acelerado numa questão de segundos. Zayn não sabia o efeito que provocava em mim. A sua voz saiu num tom mais suave, mais desconcertante e em tudo mais baixo: - Se bem que, se fosses minha empregada terias de usar farda. Não digo que não te ficasse mal, antes pelo contrário.
Naquele momento o meu corpo não teve reacção, tudo o que Zayn dissesse ou fizesse a partir dali, eu tenho a certeza que me deixaria levar. Fosse o que fosse, eu não tinha capacidade para o impedir, era como se ele fosse o único a ter controlo sobre mim. O que se passava connosco? Que atitude era aquela? Eu não podia ceder, eu não deveria entregar-me assim. Eu não podia perder o controlo. O ato seguinte, inesperado mas ternamente delicioso, não tornou as minhas dúvidas mais claras antes pelo contrário. Sentia a respiração descompassada de Zayn bem perto da minha face, os meus olhos encontraram os seus e vi o seu rosto baixar-se, quase em camara lenta ao mesmo tempo que os seus olhos e os meus se fechavam. Tentei respirar fundo para que o meu corpo se acalmasse, isso até teria acontecido se os lábios de Zayn não tivessem acarinhado o meu pescoço. Os seus doces lábios estavam a tocar o meu pescoço, a depositar leves beijos. Tão carinhosos como se de um beijo na bochecha se tratasse. Juntamente com a ternura dos seus lábios, a sua respiração deliciosamente acelerada fazia com que o meu corpo se arrepiasse. Voltei a sentir os seus lábios mas, desta vez, a exercerem uma pressão suave sobre a minha clavícula. As minhas mãos, essas largaram a banca da cozinha na qual se apoiavam e exerciam força para suportar o meu frágil corpo. Agora, repousavam nas costas de Zayn tentando que este aumentasse a nossa proximidade. O que se passava comigo?

A campainha toca e Zayn teima em não afastar-se. A minha vontade talvez seja igual à sua, ou talvez seja contraditória. Quererei que ele se afaste? Quererei que quem está a tocar à campainha dê meia volta e vá embora? Não sei ... neste momento não consigo pensar em nada, não consigo manter-me serena. A campainha toca pela segunda vez. Abro os olhos, vejo Zayn a olhar-me com os seus olhos incrivelmente escuros. A sua mão larga a minha cintura e coloca uma mexa do meu cabelo para trás da minha orelha, dá-me um beijo suave na bochecha e saí.
Deixa-me estática na cozinha, e só acordo do transe que me proporcionou o seu desaparecimento, depois de Mary me beliscar o braço.

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