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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Sex | 24.09.10

Don't stop dreaming - Capítulo #35

Olá leitores, com saudades da minha história? Eu também, e muitas mesmo. Vou tentar libertar-me das angústias que esta semana me trouxe e escrever o melhor capítulo que conseguir. Desculpem, se sair uma autêntica porcaria, mas aqui vai. Beijinhos e aproveito para relembrar que esta história está a perto do fim, será que os manos se vão entender? Quais as revelações que estarão para vir? Tentem descobri-las.

 

 

Don't Stop Dreaming - Capítulo #35

 

Richard tinha acabado de sair da casa de banho, e eu ali especada. No quarto dele, mas o que é que eu estava a fazer? Porque é que eu tinha entrado lá? Eu nem sequer lhe tinha dirigido uma palavra que fosse durante este últimos mês. O máximo que consegui fazer, foi dirigir-me até há porta do quarto, mas Richard apareceu logo de seguida há minha frente, o que me fez recuar até há minha posição inicial. E agora? Voltei a congelar e a quebrar-me em mil pedaços quando a sua voz perfeita,chamou pelo meu nome:

 

Richard: Anne - disse com um sorriso - está tudo bem? Precisas de alguma coisa?

 

Anne: Ah .... ah ...

 

Não consegui dizer nada, o meu irmão, aquele que me tinha implorado que eu o perdoasse, que tentava a todo o custo conversar comigo e explicar-me as suas razões, estava agora ali há minha frente, a perguntar-me se eu precisava de alguma coisa. Tinha uma certa vontade de lhe pedir que me abraçasse, tinha vontade de ouvir as suas razões, mas a minha teimosia era maior do que qualquer coisa no mundo. Passei por ele sem lhe dizer uma única palavra, mas o seu braço agarrou o meu pulso.

 

Richard: Espera ... Anne. Eu preciso de te mostrar uma coisa, de te dizer o que tenho a dizer o mais depressa possível, se não rebento. Eu só te peço que me ouças, só desta vez. - disse-me isto tão rápido e de uma maneira tão sincera que me detive e virei-me para trás. Era agora, que eu ia ter de enfrentá-lo e ouvir as suas palavras. Tomei coragem.

 

Anne: Rich...ard, eu não vou conseguir ouvir. - as lágrimas já estavam na borda dos olhos, prontas para descolar. - Desculpa, mas eu não vou conseguir.

 

Mais uma vez, aquela parte fraca, voltava ao de cima. Por mais que eu quisesse eu não ia conseguir, podem me achar estúpida, mas depois de tanto tempo, afastada da pessoa que mais amei no mundo, e que secalhar ainda amo, ouvi-la implorar pelo meu perdão e ouvir as suas explicações.


Richard: Por favor, eu só quero que tu me oiças, só uma vez. Deixa-me explicar-me, tu não precisas de me dizer nada, eu só preciso que me oiças. Eu não vou conseguir ir para .... - Richard deteu-se nas suas palavras. Ir, onde? Embora?

 

Tudo de novo? Separação? Anos e anos sem poder olhar para o seu rosto? Eu ia ouvi-lo, mas não tinha de pensar em todas as frases que por ele seriam ditas, tinha de pensar em todas as hipóteses.  Será que a palavra "perdão" ainda pertencia ao meu dicionário? Seria desta vez, que tudo ia ficar bem? Sim ou não? Tantas perguntas, e todas elas sem uma simples resposta. Uma simples certeza

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