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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Sab | 03.09.11

One-Shot - Destino - Parte V - última parte

Aqui está a última parte desta enorme shot. Quero dedicar esta última parte, a todos vocês que a acompanharam e em especial à Andrusca uma vez que foi uma grande ajuda. Obrigada querida.

 

Prontos para saber como acaba?

Aviso, isto está grande.

 

 

Enquanto seguia no táxi, limpou as lágrimas que entretanto se tinham formado e percorrido o seu rosto. Ela não podia chorar, ela não podia demonstrar parte fraca. Não se apercebeu do tempo que demorou a chegar ao edifício que tinha indicado ao motorista mas, tinha chegado bastante rápido. Agradeceu, pagou e saiu do táxi. Era um edifico um pouco alto, com grandes portas de vidro giratórias. Respirou fundo, apertou a revista contra si e entrou.
   - Desculpe. - A sua voz tinha saído bastante rouca devido ao choro anterior – Bom dia, eu gostava de saber se o jornalista – Emma não tinha vontade de nenhuma de proferir o nome de Raphael de uma forma educada – Raphael Jefferson está na redacção?
  - Bom dia, - cordialmente a secretária que se encontra à entrada da redacção saudou-a – sim ele acabou de entrar há pouco. Marcou alguma coisa com ele?
Emma sabia que se dissesse a verdade, provavelmente não poderia esfregar-lhe a revista na cara e chamar-lhe todos os nomes e mais alguns por isso, mentiu dizendo-lhe que sim e pediu que não avisasse a sua chegada. A secretária, de nome Catherine, deu-lhe as indicações que necessitava. A cada passo, sentia-se a desmoronar. Várias pessoas passaram por Emma, algumas mais atarefadas do que outras. Algumas cheias de papéis, duas com vários copos de café na mão, e outras simplesmente a tagarelarem. Emma, levava a revista numa mão e mantinha a outra cerrada uma vez que se não o fizesse existia uma grande possibilidade de desatar a chorar. Deu mais dois passos, e aí o seu coração ficou apertado e a bater de uma maneira descompassada. Raphael tinha um olhar carregado e as mãos sobre o computador, Emma conseguiu vê-lo através das janelas do seu escritório. Emma, apressou o passo e abriu a porta de rompante fazendo com que Raphael olhasse na sua direcção para ver quem é que tinha interrompido o seu estado um pouco dormente. Emma atirou-lhe a revista contra o peito num acto violento.
  - TU – ÉS – NO-JEN-TO. – Emma cuspiu-lhe cada sílaba daquelas palavras com raiva na voz.
 - Emma, eu posso explicar … - Raphael levantou-se, fechou a porta e desceu as cortinas das janelas.
 - EXPLICAR? EXPLICARES O QUÊ? – Raphael pegou no braço de Emma e tentou que ela se sentasse com ele. – LARGA-ME.
- Emma, primeiro preciso que te acalmes para termos uma conversa civilizada, como dois adultos que somos. – Suplicou-lhe Raphael.
  - Uau, tu és civilizado? Segundo, és humano? Explica-me aonde, porque depois da porcaria do teu artigo e de te teres aproveitado de mim, todas as certezas de que tu eras humano desapareceram.
    Raphael sentou-se no sofá de dois lugares, preto e encostou as mãos à cara, vendo esta atitude Emma continuou, citando-lhe algumas frases do artigo:
    - Espera, foste humano aqui: A nossa revista quis ir mais além e por isso durante cinco dias, fiz-me passar por um homem misterioso e “contratei” uma das empregadas do bar. – Raphael continuou na posição anterior e Emma continuou, irritada. - Depois, mostraste o quão civilizado és, aqui: Com algum esforço e determinação consegui que Harper me revelasse alguns detalhes da sua vida, não foi tarefa fácil. E …
  - Emma pára. CHEGA. – Raphael levantou-se de rompante, tirou as revistas das mãos de Emma e agarrou-lhe os pulsos encostando-a à parede. – Emma, eu fui um burro, um otário, um cabrão até mas eu tentei que o que eu fiz nos ajudasse aos dois. – Como Emma ia responder, Raphael soltou-lhe um pulso e colocou-lhe a mão na boca. – Ouve-me até ao fim e depois, faz o que entenderes. Eu tentei ajudar-te Emma, eu durante aqueles dias não deixei que te fizessem mal, tirei-te dali. E sabes porquê? Aos primeiros dias fi-lo porque precisava de ti, mas depois … Emma, depois foi porque eu senti e sinto algo forte por ti. Eu tinha o artigo escrito nos três primeiros dias mas, quis ficar contigo. Pensas que não me custou? Eu tentei mudar o artigo mas quando fiz, o meu chefe soube e obrigou-me a publicar o original. – Raphael largou Emma e sentou-se no mesmo sofá preto que antes tinha ocupado.
   - Tu tens noção que não só puseste em causa a minha vida como a de todas as outras raparigas que lá trabalham? Pensavas que aquele canalha – disse-lhe referindo-se ao patrão – não ia dar conta de que era eu? Ainda por cima usaste o meu nome de profissão, é simples juntar dois mais dois e obter quatro. Sabes quantas chamadas eu já tenho dele? Dez. Ele vai fazer-me a vida negra… A mim e às outras. – Emma deixou que as lágrimas se soltassem e deslizou até ao chão. – Eu vou ser despedida, não vou ter dinheiro e não vou poder pagar a estadia do meu pai na clinica. Tu arruinaste a minha vida, eu odeio-te. – Emma, levantou-se limpou as lágrimas que lhe compunham o rosto e bateu com a porta. Correu para fora daquele edifício, e antes de atingir as portas ainda ouviu Raphael gritar o seu nome.
(…)
  Durante o resto do dia, desligou o telemóvel e visitou o pai. Ele era o seu porto de abrigo, mas não sabia o lado mais escuro da vida da filha. Não sabia onde Emma arranjava o dinheiro que lhe permitia viver os últimos dias da sua vida, em paz. Durante aquela tarde, deixaram-se ficar os dois em silêncio. A cabeça de Emma repousou nos joelhos do pai enquanto este lhe afagava os cabelos e prometia que tudo iria ficar bem, fosse o que fosse. Mas, Emma tinha de encarar a realidade e por isso quando anoiteceu saiu do conforto do pai e dirigiu-se ao trabalho.
- Ora cá está ela, a nova vedeta do país. A nova coitadinha das revistas … - Juan agarrou violentamente Emma pelo braço e com o outro puxou-lhe o cabelo. – Diz-me lá, o jornalistazeco foi querido contigo, foi?
     Emma não lhe respondeu o que piorou a situação. Juan não se conteve e deu-lhe uma chapada.
    - Pagou-te tanto como a mim ou pra ele foi de graça? – Emma tinha a cara a ferver depois do estalo que levara e voltou a não responder, limitando-se a chorar. – Foi de graça minha vadia, então de certeza que não te importas de fazer o mesmo comigo, não é?
   Juan levou Emma à força até ao seu escritório, pegou nela e arrancou-lhe a t-shirt que tinha vestido. Começou a depositar beijos no seu corpo e a delineá-lo com as mãos. Emma gritou por ajuda mas, recebeu outro estalo.
   - Agora vais ser minha. – Disse-lhe.
Antes que Juan pudesse fazer o que quer que fosse, ouviu-se um grande reboliço no clube, e aconteceu tudo demasiado rápido. Três polícias entraram no escritório e derrubaram Juan, impedindo-o do que quer que fosse, algemando-o. Emma, estava em pânico e só se acalmou quando viu Raphael na porta daquelas quatro paredes. Este, dirigiu-se até ao seu encontro e envolveu-a nos braços.
 - Vai ficar tudo bem … Já passou meu amor, já passou. – Disse-lhe acalmando-a e pegando nela ao colo. Emma foi levada até à ambulância que se encontrava fora da boate. Trataram dos ferimentos na face de Emma, e foi ouvida pela polícia.

(…)
    Três dias passaram, Emma estava melhor tanto física como psicologicamente. Juan tinha sido acusado de posse e tráfico de armas, drogas e seres humanos. Raphael, não a tinha largado nem um minuto depois daquela noite. Quem diria que um artigo poderia arruinar e salvar uma vida, ao mesmo tempo? Quem diria que um homem como Raphael lhe podia ter feito tanto bem e tornar-se na pessoa especial que era para ela, em poucos dias? Emma tinha-lhe perdoado e agora sim, estavam bem.
No fim, Emma teve certezas de uma coisa: todas as nossas acções são consequências dos nossos actos. Quer queiramos, quer não existe uma força que nos desenha a vida e essa força quis que Emma fosse feliz ao lado de Raphael. Essa força, tem um nome: Destino!

 


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