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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Qua | 27.07.11

Dreams of Love - Capítulo XXIV – Só encontra quem procura.

  Olá meus queridos leitores, como prometi deixo-vos aqui um capítulo que a meu ver é grande e serve para compensar o tempo todo que demorei a fazê-lo. Não está totalmente  a meu gosto , muito menos perfeito mas foi o que consegui arranjar. Espero que gostem.

  A pequena Sophia depois da sua afirmação olhou para mim e logo de seguida para David, que a encarava com um olhar ternurento mas … preocupado. Ela tinha-me visto “nos braços” de David, mas não era o que ela pensava … eu tinha quase caído e ele estava no lugar certo, à hora certa.

 

            - Temos casalinho novo aqui? Quem é princesa? – Ruben tinha de intervir com a sua veia curiosa. E agora?

 

            - Nhão pocho dizêie. – Respondeu-lhe a menina colocando as suas mãozinhas no rosto de Ruben.

 

            - Oh, porque pequena? Fica um segredo só nosso, princesa. – Desta vez foi a vez do meu primo se meter. Ai isto está a ficar bonito está…

 

            - Nhão pocho dizêie, puque depois exes mininos podem fical chateados tomigo.

 

            Não valeria a pena insistirem porque a pequena Sophia, apesar da sua tenra idade, quando põe uma coisinha naquela cabecinha tem de ser cumprida até ao fim. Depois da sua afirmação, David soltou um suspiro bastante sonoro o que levou Ruben a olhar na sua direcção.
            A partir daquele momento, não voltei a encarar David e depois de ser arrastada por Ruben, para a pista improvisada que se tinha formado no restaurante e dançar com ele umas sete vezes voltamos à mesa. Combinei uma ida ao shopphing com a Romi e com a Elena para o dia seguinte e já passava da uma da manhã quando todos abandonamos aquele espaço.

 

(…)

            No dia seguinte acordei bastante cedo para um dia de férias, nove e meia da manhã. Deixei-me estar mais um pouco na cama e pensei como a minha vida tinha mudado desde o dia em que mudei para Lisboa. Agora sim, era feliz. Tinha-o sido em todos os momentos que tinha vivido aqui, excepto quando João decidiu reaparecer, fazendo com que as cicatrizes do passado voltassem ao de cima. Depois do dia da sua mensagem, dia no qual prometi a mim mesma e a David que se me cruzasse com ele a única coisa que lhe iria mostrar era desprezo e não medo. Iria esquecer todos os momentos que tinha passado com ele, os bons e os maus, iria fechá-los numa caixa e deitar a chave ao mar para nunca mais a abrir. Os meus pais estavam mais compreensivos, mas como sempre cheios de trabalho. Não falava com a minha mãe à uma semana, em contrapartida mantinha contacto com o meu pai todos os dias. O Natal estava a chegar, e tinha mesmo de decidir o que iria oferecer a Rúben e a David. Tinha comprado uma mala fantástica a Andreia, que ela já andava a namorar há algum tempo, um relógio a Fábio, uns sapatos a Romi e a Elena, a Rita tinha mandado fazer um quadro com uma fotografia nossa e para a pequena Sophia tinha-lhe comprado um peluche – maior do que ela – de um urso super fofinho.

 

            “Bom dia ‘zuca. Desculpa estar a chatear-te tão cedo mas preciso de saber uma coisinha … beijinhos.”

 

Tomei um banho relaxante, vesti-me e depois de me vestir e preparar o pequeno- almoço para Andreia e Fábio liguei o computador. O meu telemóvel deu sinal de mensagem recebida:

 

            “ Bom dia, muleca. Você nunca me aborrece… O que precisa de saber? Beijo”

 

            “ Quando é que vais embora pró Brasil, muleque? Beijinhos”

 

            “ Ué, cê quer me ver pelas costas? Muleque? Não me diga que anda a aprender coisas comigo? :D Beijo”

 

            “ Claro que quero … quanto mais longe de mim, melhor. :D Eu? A aprender coisas contigo? Sonha Luizinho, sonha…

 

            “Ai é? Então não vou dizer pra você quando embarco e vou pensar duas vezes antes de ir. Luizinho? Cê me chamou de Luizinho? Beijo!”

 

            “ Se não me disseres, eu descubro. Sim, chamei você de Luizinho. :p “

 

            “ Pronto, se cê me chama de Luizinho eu vou pensar em chamar você de bebezinha. :p”

 

            “ Retiro o que disse, senhor David Luiz Moreira Marinho. Mas, agora a sério quando vais pró Brasil?”

 

            “ Wow, se sabe meu nome todo? Embarco amanhã às sete e meia da manhã. Beijo”

 

            “ É verdade, é o que dá seres famoso: o teu nome encontra-se com regularidade na internet. :$ “

 

            “ ahaha, só encontra quem procura :D. Mas porque é que queria saber quando vou embora? “

 

             “ :$ … tenho de te dar a minha prenda de Natal. “

 

            “ hum.. Um presente sabe sempre bem. Prefiro que me dê depois porque a sua vem directamente do Brasil :p”

 

            “Então quando voltares é que trocamos as prendas! Vou ter uma prenda muito viajada … diz-me o que é *.*”

 

            “ Surpresa, muleca.(:”

 

(…)

            A manhã passou num ápice e a tarde foi bastante divertida. Com a ajuda das minhas meninas consegui decidir o que iria dar a Ruben. Comprei-lhe uma moldura digital onde coloquei todas as fotos que tínhamos nossas, cada uma mais parva e engraçada que a outra, tal e qual como a nossa amizade. No final do dia eu e Romi levamos Elena e Javi ao aeroporto uma vez que iriam passar o Natal com a família em Madrid. Romi e Saviola decidiram trazer a família a Portugal em vez de irem os dois à Argentina… Depois de uma conversa sobre David com Romi decidi depois de ouvir os seus conselhos, que no dia seguinte iria despedir-me de David ao aeroporto. Romi continuava a insistir na palavra amor, eu chamava-lhe amizade. Quem é que estaria certa? Ainda era muito cedo para apelidar o que sentia por David. Era sua amiga? Sim, de uma forma incondicional. Gostava da sua companhia? Claro que sim. Sentia-me segura perto dele? Como nunca me tinha sentido antes …

            Naquela noite, adormeci bastante tarde no sofá da sala… Acordei bastantes vezes e depois de meia hora na cama acordada olhei para o relógio: seis e meia da manhã. Tomei um banho rápido, vesti uma roupa quente e confortável, prendi o cabelo com um gancho e tomei o pequeno-almoço. Chamei um táxi e depois de entrar no mesmo, proferi:

            - Bom dia, para o aeroporto por favor. 

 

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