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Sweet Nothing

Sweet Nothing

Problemas em parágrafos.

Era uma vez, uma rapariga. Uma rapariga como tantas outras. Uma rapariga de cabelo castanho com cachos desorganizados nas pontas, de olhos com a mesma cor do cabelo, magra (um pouco demais), muito insegura de si própria. 

A rapariga de que falo foi crescendo, teve uma infância feliz e tem uma adolescência complicada. Não tem dias felizes, completamente felizes, há muito tempo. A felicidade não é uma rotina na vida dela, mas o que pode ela fazer? Não lhe é permitido, nem a ela nem a ninguém, estalar os dedos e os problemas desaparecerem ... Não lhe é possível fechar os olhos e fazer de conta que esses mesmo problemas não existem, até porque os problemas que lhe estão associados, têm duas pernas e respiram. 

 

Por incrível que pareça, todos os problemas dela já tiveram momentos de felicidade. Já a fizeram sorrir que nem uma tola, o problema é que agora a deixam de coração partido e por mais que tente lutar contra isso, não consegue.

 

O primeiro deles, começou a 29 de Agosto de 2012. Era um dia normal, um dia de verão normal sem muito para fazer. Um dos amigos da rapariga em questão fazia anos, e durante o jantar de aniversário lembrou-se de lhe mandar uma mensagem " Estive a pensar maninha, e quero-te apresentar um amigo meu.  Ele viu uma foto tua e ficou interessado." . A rapariga estranhou aquela atitude, nunca pensou que alguém se pudesse interessar por ela, muito menos sem a conhecer de lado nenhum e vendo-a apenas numa fotografia. O "maninho", sempre muito persistente e teimoso, lá a convenceu a aceitar que o tal rapaz ficasse com o seu número e a partir desse dia a conversa entre eles os dois fluiu naturalmente. Começaram a conhecer-se, a revelar pequenos segredos. Sem nunca se verem, apenas a imaginar como o outro seria através das fotos que tinham nas redes sociais. Setembro chegou, com ele o início das aulas. Ainda hoje a rapariga de cabelos castanhos se lembra do nervosismo que tinha na barriga logo pela manhã. Chegou à escola, ficou perto do portão com duas amigas a colocar a conversa em dia e com os dois olhos presos a qualquer pessoa que se aproximasse da entrada. Estava a ficar impaciente, ele nunca mais chegava. Sabia que mais cedo ou mais tarde o "maninho" iria chegar, iria cumprimentá-la com um abraço e um sorriso, seguir-se-ia a namorada do mesmo e por coincidência o melhor amigo da "cunhada" era o rapaz que o "seu irmão" lhe tinha "apresentado". 

E, talvez no momento em que deixou de se concentrar na chegada dele, ele chegou. Estava ainda mais bonito do que nas fotos. O cabelo era mais loiro, os olhos de um azul mais penetrante e o sorriso muito mais envergonhado. 

Depois desse dia, continuaram a falar todos os dias por mensagens, na escola desdobravam-se em sorrisos mas quando estavam perto um do outro remetiam-se ao silêncio. Quando um dos dois abandonava o grupo de amigos, aí sim, o outro dizia tudo o que tinha a dizer mas quando quem se tinham ausentado regressava, voltava o silêncio.

Em Outubro, começaram a namorar e tudo parecia correr bem. A rapariga em questão sentia-se uma princesa, fazia-la tão feliz. Porém, não estava destinado para ser. Ela soube, teve certezas, naquele dia 15 de Dezembro que não iriam durar muito mais tempo. Dizeres-lhe que precisavas de pensar, que achavas que não sentias o mesmo quebrou-lhe o coração em mil pedacinhos ... Se tu ao menos soubesses a dor que ela sentiu. 

No dia três de Janeiro, a vossa conversa soou a despedida. Pelo menos, tiveste a dignidade de acabar com ela cara a cara. A sorrir-lhe, e a dizer-lhe que pedias desculpa. Disseste-lhe que ela ia encontrar alguém que a amasse de verdade, mas ela fingiu que não ouviu. Ela só te queria, e se calhar ainda quer, a ti. Tu e ela decidiram continuar amigos, porém evitavam-se ... Nunca mais falaram. E isso custa-lhe tanto.

Se soubesses o quanto lhe custou começares a namorar com aquela rapariga em Março, se soubesses o quanto a fizeste chorar quando ela já se estava a recompor ... foi duro, mas durante o dia ela conseguia sorrir. O problema eram as noites sem dormir.

 

Nessa altura, a rapariga dos cabelos castanhos andava a falar com um rapaz. Um amigo que esteve lá para ouvi-la quando ela precisou, que lhe colocou um sorriso na cara quando ninguém mais o fazia, um amigo que percebia só de olhar para ela que não estava bem. Era bom estar com ele, sentia-se tão protegida e acarinhada na sua companhia. 

Ambos estavam um pouco quente, naquela tarde de Fevereiro, depois de terem estado a festejar a interrupção de Carnaval e os dias de férias que viriam ... Beijaram-se, no meio da multidão, debaixo de alguns olhares e muitos sussurros. Porém a rapariga afastou-se, e disse-lhe que não podia continuar com aquilo. Disse-lhe que não conseguia estar com ele tendo outra pessoa na cabeça, tendo outra pessoa no coração. Não era justo para ele. Não era justo para ela. Não era justo para nenhum dos dois. 

Aquilo caiu no esquecimento, ou pelo menos, ela queria acreditar que sim. Nenhum dos dois se arrependeu do que fez, continuaram a falar como todos os dias.

A rapariga via o ex-namorado a aproximar-se cada vez mais da actual namorada ... A ser mais carinhoso com ela do que fora consigo, a sorrir mais, a rir mais e isso magoava-a. O único ponto de refúgio era o rapaz de cabelo pretos que tinha beijado naquele dia em Fevereiro.

Mesmo com namorada nova, o rapaz loiro não deixou de se intrometer na vida da morena. Parecia bruxedo, ou de propósito ...

Num dia completamente normal o rapaz loiro voltou a meter conversa com ela. Disse-lhe um simples olá, perguntou-lhe se estava tudo bem e se as coisas entre ela e o rapaz de cabelo escuro estavam a correr bem. Naquele momento, a rapariga nem sabia o que sentir. Raiva. Medo. Carinho. Limitou-se a respirar fundo e a ser verdadeira com o loiro que ainda detinha o seu coração. Não se passava nada entre ela e o moreno. A conversa cessou pouco depois e nunca mais trocaram uma palavra desde esse dia ...

 

As coisas continuaram iguais, porém em Maio a rapariga de cabelos encaracolados deixou-se levar pelos encantos do rapaz moreno. Aprendeu a ser feliz novamente. Ela queria apaixonar-se por ele, porém sentia de cada vez que estavam juntos que ele merecia melhor. Muito melhor. Ele é o tipo de rapaz que todas querem ao lado. Que nos vais abraçar nas noites frias, que nos dá o casaco e fica ele a receber o frio, que vê um filme pela centésima vez só para nos ver chorar ou rir em determinada parte. Ele é o tipo de rapaz que nos chama de linda logo pela manhã... A morena sabe que ele é assim. Sabe que, se gostasse dele como ele gostava dela, que teria sido tratada como uma princesa e que ainda hoje seria feliz. Porém, por alguma razão que o coração dela desconhece, não conseguiu sentir o mesmo que ele sentia. A relação que mantinham, chegou ao fim. A rapariga chorou em frente dele, como nunca tinha chorado por ninguém. Sabia que o estava a magoar, e ele sabia que ela estava magoado por estar a magoá-lo. Naquele momento, a rapariga desejou estar completamente apaixonada por ele mas ninguém manda naquilo que sente.

Hoje, essa rapariga percebe claramente que gostava do moreno ... estava a começar a apaixonar-se por ele mas nunca seria suficiente, nunca seira justo para ele.

Talvez, se tiver de ser, um dia o destino junte o rapaz moreno com a rapariga de cabelos castanhos. Por agora, continuam amigos e falam regularmente e isso é tão bom.

 

E depois, depois apareceu na vida da rapariga em questão outro rapaz moreno, com cara de anjo e alma rebelde. Aquele rapaz que tem fama de ter todas na mão, mas que se o conhecermos a fundo vemos ser sensível. Aquele rapaz que consegue ter conversas interessantes, aquele rapaz que quando está com os amigos é o oposto de quando está sozinho, que consegue aproveitar os silêncios sem que estes sejam constrangedores. Aquele rapaz que todos julgam mas poucos conhecem verdadeiramente. 

Começaram a falar do nada, o rapaz perguntou-lhe por acaso se era ela a rapariga que tinha visto em determinado sítio e ao confirmar as suas suspeitas a conversa saiu naturalmente. Agora que a morena pensa bem, ele andou quase três semanas a pedir-lhe o número de telemóvel e ela reticente nunca deu. 

Sem perceber muito bem porque, acabou por ceder. Começaram a falar regularmente, por mensagem mas ele queria mais. Era persistente, e todas as noites lhe ligava antes de adormecer. Ela não queria apegar-se a ele, sabia da sua fama, sabia dos problemas que ele lhe podia causar mas contra tudo e contra todos, apegou-se. Apegou-se mais do que devia, estava a gostar de o conhecer até ao momento em que tudo desabou. Ele dissera-lhe aquelas duas palavras que lhe metem a cabeça à roda, que lhe deixam o coração apertado e os nervos á flor da pele. E mais uma vez, ela não sabia o que dizer. Ela não sabia o que sentir.

Decidiu ser sincera, dizer-lhe que não sentia o mesmo e o moreno com cara de anjo e alma rebelde ficou magoado com ela. Deixou de lhe ligar para desejar boa noite, deixou de cantar para ela a sua música favorita, deixou de lhe mandar mensagens de bom dia assim que acordava. Oh meu deus, como ela sente saudades dessas mensagens.

Como se tudo já não estivesse complicado, o rapaz loiro decidiu acabar com a actual namorada. E, qual foi a primeira coisa que fez? Falar com a "cunhada" da rapariga morena, sobre ela mesma. A "cunhada" disse à rapariga de cabelos cacheados castanhos que o rapaz loiro e de olhos azuis penetrantes tinha falado nela, que talvez lhe mandasse mensagem para voltarem a falar, para se voltarem a conhecer ou pelo menos ficarem amigos. 

Sabe Deus como confusa a rapariga ficou à medida que os dias passavam e a mensagem prometida não chegava. Esperança, novamente aquela esperança, aquela luz ao fundo do túnel ... Novamente o engano.

A mensagem nunca chegou, e a rapariga duvida que algum dia chegue. O rapaz moreno com alma rebelde tem aparentado ter como objectivo magoar a morena. Responde-lhe ás mensagens, diz que quer resolver as coisas mas tão depressa diz isso como deixa de dar qualquer sinal de vida. De todas as vezes que tentaram resolver as coisas, o primeiro passo foi da morena ... E está tão farta, está simplesmente farta.

 

O pior disto tudo, é que a rapariga da história existe mesmo. A rapariga da história sou eu, e os rapazes em questão são vossos conhecidos ( quem acompanha o blog diariamente pelo menos) sabe que já me pronunciei por eles pelo menos uma vez. 

 

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