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Sweet Nothing

Sweet Nothing

De "odiar" a gostar, pode ser uma questão de anos.

Tenho de confessar que quando o Justin "foi descoberto" e alcançou aquele enorme sucesso com a música "Baby" eu achava o rapaz insuportável. A verdade, é que eu nunca fui muito de ser obcecada pelas bandas que todas as crianças/adolescentes gostavam. 

Na altura dos Jonas Brothers eu nem sequer tinha Disney Channel nem sabia quantos membros eram.

Na altura dos Tokio Hotel só tive conhecimento deles a partir do meu livro de inglês, que tinha lá a letra da música para nós completarmos. 

A partir do momento em que os Jonas perderam o encanto e os Tokio Hotel bateram no fundo, começei a ouvir algumas das músicas que os mesmos cantavam e fui gostando de uma ou de outra. Naquele tempo, os meus interesses não consistiam em passar uma tarde enfiada em casa no computador, à procura de vídeos divertidos no youtube onde essas mesmas bandas figurassem como personagens principais. Nessa altura, o meu tempo não se resumia a ler histórias ou pequenas situações sobre os membros dessas mesmas bandas. Se era mais feliz? São tipo de felicidades diferentes, porque acima de tudo são esse tipo de coisas que nos fazem ter infância, pré-adolescência e juventude. 

Antes, adorava passar o dia inteiro na rua. Adorava acordar cedo nas férias de Verão para ir ter com os meus amigos que vinham cá nas férias. Acabávamos sempre por almoçar nas casas uns dos outros, e as tardes eram passadas ou num pequeno tanque a aproveitar os raios de sol, ou a jogar a jogos de tabuleiro, às escondidas e à apanhada.

Posso-vos dizer que tenho muito orgulho de todas as cicatrizes provenientes das quedas da infância. Foram tempos felizes, e se pudesse voltar atrás no tempo, voltava. Num abrir e fechar de olhos. Sem pensar duas vezes.

 

Só a partir dos meus quinze/dezasseis anos é que me comecei a interessar por boy-bands. A existência deste blog contribuiu muito para isso, pois através dos vossos cantinhos fui conhecendo novas músicas. Acabei rendida aos Boys Like Girls, e aos McFly. Porém, a minha verdadeira "panca" por bandas teve início com cinco estúpidos maravilhosos: One Direction. Sim, eu gosto dele. Não, não sou obcecada por eles. Não, não tenho posters nem montagens deles nas paredes do meu quarto. Não, não tenho pastas no meu computador com fotos e vídeos deles. Sim, tenho uma história e várias one-shots com os membros da respectiva banda, porém escolho-os por se adaptarem à descrição física que tenho em mente ou , e através do que se vai conhecendo nas entrevistas, vídeos, etc , por se adaptarem à descrição psicológica.

 

Hoje quando cheguei a casa, e depois de colocar os estudos em dia resolvi ouvir o novo cd do Justin. Fiquei surpreendida.

Sabia que ele já não era o mesmo menino de cabelo para o lado, também porque me tinha acostumado a ouvir algumas das suas músicas mais recentes e aprender a gostar. 

Fiquei surpreendida pelo poder de uma guitarra, pelo poder das letras e pelo poder da sua voz. Parece que nos canta ao ouvido. Parece que é aquele amigo que está lá e nos diz o que precisamos de ouvir. Parece, se quiserem, o namorado mais carinhoso do mundo ao qual não podem ser apontados defeitos.

O rapaz está a crescer, está a tornar-se um Homem. Bonito já ele é, mas com o passar dos anos serão poucas as que lhe vão resistir. A voz está a tornar-se mais máscula, mais sedutora o que é bom tanto a nível vocal como a nível de público. Ele vai deixar de ser odiado por muitos, para ser amado por essas mesmas pessoas.

Não me considero uma "Believer" ou lá o que lhe chamam, mas considero-me uma nova fã dele e serei se ele continuar a desenvolver projectos tão bons como este último.

 

Esta é a minha opinião sobre o novo albúm: está muito bom, foi uma excelente ideia fazer uma versão acústica das músicas.

 

As minhas preferidas são esta, esta e esta.

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